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Uma final que nos prepara para o que vem pela frente

  • 25 de mai. de 2024
  • 3 min de leitura

2024 - Nem sempre o futebol é justo. Às vezes ele te deixa a um pênalti do céu, só para lembrar, do jeito mais cruel possível, que ainda existe chão para pisar.



No dia 25/05/2024, na quadra G14 do Playball Pompéia, o Pisa viveu um dos capítulos mais intensos da sua história: a final da XXIII Copa Amstel, contra o Sparta.


Foi daqueles jogos que misturam suor, tensão, frustração e uma dose generosa de ironia. O tipo de partida que fica marcada não só pelo resultado, mas por tudo que aconteceu no caminho.


O Sparta era um adversário veloz, incisivo e acostumado com decisões. Entrou forte, ocupou bem os espaços e fez o Pisa sentir o impacto da quadra grande logo nos primeiros minutos. Perdemos a batalha do meio de campo, ficamos espaçados e demoramos a encontrar o ritmo.


Não demorou para a pressão virar placar.


Depois de uma sequência sufocante do adversário, o Sparta abriu o marcador: 1x0.


A torcida ficou inquieta. O banco também. E, para deixar tudo ainda mais com a cara do futebol amador, nosso comandante Flavio estava suspenso por causa da “confusão” no jogo contra o Xopê, ainda na fase de grupos. Caio, envolvido diretamente naquela treta, também não podia ficar à beira da quadra.


Mas técnico brasileiro, quando quer aparecer, sempre dá um jeito.


Com um ponto eletrônico improvisado e os ouvidos atentos do Zebra, Flavio passou a comandar o time das sombras. Meio central de operações, meio rádio clandestino, meio “não contem para a organização”.


E foi dali que veio a leitura que começou a mudar o jogo: o Pisa estava lento, espaçado e precisava de uma referência diferente na frente.


A entrada de Aloísio como falso 9 mudou a dinâmica. O Pisa passou a respirar melhor, segurou mais a bola no ataque, ganhou presença ofensiva e começou a equilibrar a partida. O time deixou de apenas resistir e passou a incomodar.


Mesmo assim, o tempo corria.


E a sensação era cruel: a final parecia escapar.


Até que, nos minutos finais, o inesperado resolveu aparecer.


Wil tinha acabado de entrar quando vacilou na marcação e deixou o adversário cara a cara com Uiu. Parecia o lance que encerraria a história. Mas Uiu cresceu no momento certo, fez uma defesa enorme e ainda iniciou o contra-ataque que mudaria o jogo.


A bola chegou em JotaErre.


Sempre letal, ele recebeu, avançou pela ala e finalizou para empatar aos 20 minutos do segundo tempo.


1x1.


O Playball sentiu.


O Sparta também.


Nos minutos finais, o Pisa pressionou, chegou perto da virada e fez o adversário viver o desconforto de quem tinha o título na mão e, de repente, percebeu que a manada ainda estava viva.


Mas o apito final veio antes da virada.


A decisão seria nos pênaltis.


E aí começou aquele roteiro que só o Pisa seria capaz de escrever.


Renan, jogador de linha, foi para o gol. Por quê? Porque ele era um monstro em pênaltis. Decisão ousada, improvável e, por alguns minutos, absolutamente genial.


Dieguinho abriu as cobranças para o Pisa. Bateu bem, mas o goleiro adversário foi melhor. O Sparta converteu e saiu na frente.


Na sequência, JotaErre, frio como sempre, empatou.


Então veio o show de Renan. Ele defendeu uma cobrança, converteu a própria com categoria e ainda pegou outro pênalti. De repente, o Pisa estava na frente.


Era só Felipe converter.


O título estava a uma batida de distância.


Mas o futebol, quando quer ser cruel, não economiza.


Felipe bateu de forma tímida, no meio do gol, e o goleiro adversário defendeu. O Sparta converteu na sequência e levou a disputa para as alternadas.


Ainda havia esperança.


Mas veio o golpe final.


Aloísio, confiante como sempre, tentou surpreender o goleiro com uma cobrança rápida, quase sem preparação. A ideia talvez fosse boa na cabeça dele. No mundo real, o resultado foi um lance bisonho, direto nas mãos do goleiro.


E assim, por muito pouco, o sonho escapou.


O Pisa ficou com o vice-campeonato da XXIII Copa Amstel.


Duro? Muito.


Mas também histórico.


Foi a primeira grande campanha do Pisa em uma competição desse porte. O time sofreu, ajustou, reagiu, chegou à final, empatou no fim, esteve a um pênalti do título e saiu de cabeça erguida.


O segundo lugar também se conquista.


E aquela final mostrou que o Pisa não estava mais apenas participando. Estava competindo de verdade.


Talvez treinar uns pênaltis extras não fosse má ideia. Talvez evitar cobrança freestyle em final também entrasse no manual. Mas faz parte.


Aquela derrota não definia o Pisa.


Preparava.



O segundo lugar também se conquista
O segundo lugar também se conquista



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Fase de grupos


Oitavas de final


Quartas de final


Semifinal


Final



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