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Uma campanha perfeita. Pisa campeão!

  • 31 de mai. de 2025
  • 4 min de leitura

2025 - Tem título que confirma uma boa fase. E tem título que confirma um projeto. No dia 31/05/2025, o Pisa venceu o Desportivo América por 4x1, foi campeão invicto da XXV Copa Amstel e mostrou que a manada não tinha chegado ao topo por acaso.


Pisa campeão!
Pisa campeão!

Os bastidores já davam o tom de que vinha algo grande.


E não foi por acaso.


A semana da final foi marcada por alinhamentos dignos de time que sabia exatamente onde queria chegar. Flavio, Kaká, Renan e Pina — comissão e capitão — mergulharam nos estudos do adversário. Vídeos, conteúdos, padrões de jogo, movimentações, pontos fortes, pontos fracos.


Nada foi tratado no improviso.


O plano não caiu do céu. Foi construído com método, conversa e aquela obsessão saudável de quem entende que final não se ganha só no grito. Ganha no detalhe, na preparação e na clareza do que precisa ser feito quando a bola rola.


Renan, inclusive, saiu de Maringá e encarou uma viagem de ônibus só para estar com o grupo nessa decisão. Flavio cuidou dos bastidores: buscou uniforme, organizou logística, garantiu o café da manhã no dia seguinte e ainda bancou o churrasco da consagração. Porque aparentemente ser presida no futebol amador é um cargo que mistura roupeiro, financeiro, motorista, RH, psicólogo e tio do churrasco.


Kaká, por sua vez, motivou como ninguém.


Na resenha, na promessa cumprida com o time vestido de terno e gravata borboleta, e principalmente na preleção. Teve até bilhete individual para cada atleta, com uma mensagem direta: esse título só depende de você.


E todo mundo comprou a ideia.


Alguns jogadores, inclusive, entraram em campo com o bilhete fixado no uniforme. Pode parecer exagero. Mas em final, qualquer detalhe que conecta o grupo vale mais do que muita palestra bonita que termina em “vamos dar nosso melhor” e ninguém sabe exatamente o que fazer depois.


O time chegou para a decisão com foco, moral e clareza total.


Mas as vezes rola aquela piada pra quebrar o gelo
Mas as vezes rola aquela piada pra quebrar o gelo

Aqui também fica o agradecimento especial ao Zebra, que mais uma vez foi gigante nos bastidores. Ajudou em todos os detalhes operacionais e abriu mão da vaga no banco para que Renan pudesse entrar, já que a organização do torneio limitava a comissão em campo a três nomes.


Esse tipo de postura não aparece na súmula.


Mas constrói título.


É Pisa na veia.


E para quem achava que o título invicto da Copa Estrelato tinha sido acaso, veio mais uma prova.


No dia 31/05/2025, o Pisa voltou ao palco principal para disputar outra final. E, ironicamente, contra o mesmo adversário da conquista anterior: o Desportivo América.


Dessa vez, valia a XXV Copa Amstel.


E ainda teve um tempero especial: o Pisa entrou em campo com um uniforme cinza inédito, oferecido pela Uniex aos finalistas da competição. A inspiração era o elefante.


Se era para fechar com estilo, que fosse vestindo a pele da própria manada.


A mesma que tinha atropelado todo mundo até ali.


E o jogo?


Nada de drama.


Foi uma aula.


Um manual de como dominar uma final do primeiro ao último minuto.


O Pisa conhecia bem o Desportivo. E, mais do que conhecer, tinha estudado. Sabíamos os atalhos, os padrões, os espaços, os pontos vulneráveis e até onde o adversário gostava de respirar.


A estratégia era clara: marcação alta, rotação forte e intensidade no limite. Marcar cedo, incomodar desde a saída e tirar o Desportivo da zona de conforto.


Com cinco minutos, o Pisa já tinha colocado duas bolas na trave e visto o adversário salvar uma em cima da linha.


O gol era questão de tempo.


Até que Japa resolveu encerrar o suspense. Caiu pela direita, cortou para o meio, driblou e bateu de esquerda, seco, no cantinho.


Golaço.


Pisa 1x0.


A pressão continuou. A ideia era fazer mais um, obrigar o Desportivo a sair para o jogo e forçar o adversário a jogar em um cenário que claramente não queria.


Logo depois, Liedson arrancou pela direita e tocou para Viny. O chute saiu prensado, o goleiro soltou e Liedson, esperto, apareceu para empurrar.


2x0.


Oportunismo de final.


O Desportivo ainda tentou esboçar reação. Em um erro nosso, roubou a bola e acertou um chute no ângulo.


2x1.


Aquele tipo de lance que poderia mudar o clima da partida.


Poderia.


Mas não mudou.


Porque logo em seguida, de novo ele: Liedson. Mais um rebote, mais uma presença decisiva, mais uma bola na rede.


3x1.


A cara do Desportivo era de déjà-vu.


A nossa era de quem sabia exatamente o que estava fazendo.


Fim do primeiro tempo. Pisa em vantagem.


No segundo tempo, veio um desfile de maturidade.


Toque de bola, posse inteligente, controle emocional e relógio trabalhando do nosso lado. O Desportivo parecia sem resposta. O Pisa não precisou se desesperar, não precisou transformar a final em trocação e não deixou o jogo virar bagunça.


Competiu com cabeça.


E isso, para quem conhece a história do Pisa, também é uma forma de evolução enorme. Afinal, já fomos especialistas em transformar jogo controlado em teste cardíaco sem necessidade.


Dessa vez, não.


O golpe final veio com a assinatura coletiva do time.


O Desportivo tentou construir pelo meio. Zen roubou a bola, tocou para Ceará, que encontrou Kuminha pela direita. O cruzamento veio rasteiro, na medida, e o próprio Zen apareceu na pequena área para fechar o caixão.


Do jeito que ele costuma fazer.


Pisa 4x1.


Faltava pouco!
Faltava pouco!

A partir dali, o título já tinha dono.


O apito final confirmou aquilo que o Pisa construiu jogo a jogo: uma campanha perfeita.


Pisa campeão da XXV Copa Amstel.


Invicto.


De novo.


Mais do que mais um troféu, essa conquista confirmou a força de um projeto que vinha sendo construído há anos. Do CDM ao Alvi-Verde, dos hiatos às retomadas, da pandemia ao auge, das primeiras competições às finais, das pancadas aos títulos.


Nada foi por acaso.


O Pisa chegou ali com raça, organização e alma coletiva.


E se o título da Copa Estrelato mostrou que a manada podia conquistar, a XXV Copa Amstel mostrou que o Pisa sabia repetir, sustentar e confirmar.


Campeão invicto.


Campanha perfeita.


E ninguém pisa mais forte que a gente.



Nossos números:

  • 9 vitórias

  • 0 empates

  • 0 derrotas

  • 50 gols marcados

  • 26 de saldo de gols


Elenco campeão:

Bruno, Ceará, Diegão, Felipe, Flavio, Hitiro, Japa, João, JotaErre, Juninho, Julinho, Kaká, Kuminha, Liedson, Lucas, Louiz, Moreno, MV, Pina, Rapha, Renan, Renatinho, Thom, Viny, Zebra e Zen.

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