Pisa 3x4 BASS
- 2 de mar. de 2024
- 3 min de leitura
Atualizado: há 4 dias
Novo ciclo, novo comando e um banho frio no fim: Pisa amassa, mas sofre a virada no último minuto

A XXIII Copa Amstel começou pra gente no dia 02/03/2024, de volta ao Playball Pompéia, na quadra G04, contra a equipe do BASS. E foi uma estreia com cara de “novo capítulo: não só pelo campeonato, mas pelo Pisa.
Depois do baque na final da FIF6 Club World Cup, o time entendeu que precisava ajustar a rota. E o ajuste foi grande: Caio saiu do comando e Flávio deixou de ser jogador para virar treinador. Toda moeda tem dois lados. A gente perde o líder em assistências dentro de quadra, mas ganha visão, leitura e um cara que entende o jogo - justamente o que faltou na final. Além disso, ganha gestão e comando, porque o Flávio também é o presida. Era o tipo de mudança que precisava acontecer.
E o elenco também ganhou cara nova. Mantivemos uma base da edição passada, mas trouxemos reforços e opções que deixam o Pisa mais completo: Renan chegou do Bulls pra liderar a defesa e trouxe junto Gui, Vitinho e Du. Aloísio finalmente conseguiu encaixar agenda e passou a reforçar, vindo do rachão, mas com história no Pisa. Ismael, Dener e Felipe seguiram no projeto após a FIF6. E teve uma contratação simbólica: Bah, vindo do Lealtad - justamente o time que nos venceu na final.
Além disso, a seletiva do Pisa (com mais de 100 inscrições) já começou a render: Wil e Paulinho chegam direto de lá. Jotaerre também entra na história como achado: veio pela internet após grande repercussão do Pisa, fez teste e passou. Driblador, virou desafogo. E no gol, um personagem peculiar: Tleis, “goleiro de aluguel” que colou no rachão, virou parceiro e entrou no elenco. Diferencial? Joga bem com os pés (com as mãos, nem tanto), e isso era exatamente um ponto que o Pisa queria ganhar depois da final da FIF6: mais variação na saída e mais opções pro treinador.

Dentro de quadra, o jogo contra o BASS foi um contraste completo com o que tinha acontecido na final da FIF6. Se lá o Pisa não conseguiu impor o seu jogo, aqui as ideias do Flávio funcionaram - e muito. O Pisa teve mais posse, controlou ações e, por boa parte do jogo, amassou. A movimentação foi intensa, a marcação encaixou e o time rodou bem a bola.
Mesmo saindo atrás no placar, o Pisa manteve a cabeça no lugar, ajustou rápido e virou ainda no primeiro tempo para 3x1, com gols de Zen (2) e Felipe. O jogo parecia caminhando para uma estreia sólida, com domínio e resultado.

Mas futebol é implacável quando o time cansa e o detalhe aparece. No segundo tempo, o Pisa perdeu energia, e aí entrou um fator determinante: falhas individuais, especialmente onde não pode acontecer... no gol. O BASS voltou para o jogo com chutes defensáveis que entraram. Encostou, buscou o empate e deixou a partida aberta.

No fim, veio o golpe mais duro: falta na intermediária, chute forte e rasteiro, daqueles que vêm de longe e, em geral, dá pra defender. Só que Tleis faz um movimento errado e a bola entra. Gol no último minuto. 4x3 BASS. Banho de água fria num jogo em que o Pisa tinha construído o que precisava construir, mas pagou caro pelos erros no detalhe.
É frustrante, mas é começo de campeonato. A competição ainda permite recuperação, e o copo meio cheio é real: o Pisa mostrou um padrão melhor, mais posse e mais controle do que vinha mostrando. Agora é ajustar o que decide jogo (concentração, tomada de decisão e segurança) e seguir.
Próximo desafio: Time da Alegria.
Pra cima, Pisa!
Pisa 3x4 BASS
02/03/2024
1ª Rodada da XXIII Copa Amstel - Série D
Playball Pompéia - G04
Gols do Pisa:
Zen (2)
Felipe
Cartões do Pisa:
Wil (amarelo)
Craque SoftCut:

Oferecimento:









































Comentários