Pisa 23x0 Passabola
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Atualizado: há 9 horas
Pisa faz 23x0 no Passabola e alcança a maior goleada da sua história
Depois do revés na última rodada, o Pisa precisava dar uma resposta.
Não necessariamente uma resposta barulhenta. Não precisava de discurso inflamado, dedo apontado ou promessa de vestiário. Precisava de bola. De postura. De seriedade. De entrar em quadra entendendo que derrota faz parte, mas que a sequência do campeonato não espera ninguém ficar lamentando.
E a resposta veio.
Veio melhor do que encomenda.
Pela Copa Playball 2026 – Série B, o Pisa venceu o Passabola por 23x0 no Playball Pompéia e alcançou a maior goleada da sua história. Isso mesmo: 23. Não foi erro de digitação, não foi placar de basquete, não foi simulação de videogame. Foi futebol society, competição oficial e uma atuação séria do começo ao fim.
O resultado supera, inclusive, o histórico 22x1 contra o Alcoólatras, em 26/10/2024, pela campanha que terminou com o título da Copa Estrelato. Desta vez, além de marcar mais gols, o Pisa saiu de quadra com a meta limpa. Um 23x0 que entra para a história do clube.
Mas antes de falar da goleada, é importante falar do adversário.
O Passabola merece respeito. Entrou em quadra em um cenário muito difícil, com time quebrado, praticamente sem banco de reservas, em jogo de Série B, contra um Pisa que vinha mordido e precisava do resultado. Ainda assim, jogou limpo do começo ao fim. Sem pontapé, sem apelação, sem tentar levar a partida para outro caminho.
Resultado desse tamanho não é fácil de digerir. E mesmo assim, o Passabola honrou o próprio escudo até o apito final. Isso precisa ser reconhecido.
O Pisa já esteve no começo de projeto um dia. Já tomou pancada, já jogou remendado, já entrou em jogo sem a estrutura ideal e sabe como é difícil encarar adversário mais pronto. Por isso, não existe espaço para deboche. O maior respeito que se pode oferecer a um adversário é jogar sério. Sem tirar sarro, sem fazer graça, sem deixar de competir. E foi isso que o Pisa fez.
Jogou sério. Marcou gols. Respeitou o jogo.
A partida também mostrou um ponto importante sobre o formato da competição. Times que chegam pelo Qualify nem sempre entram na divisão mais adequada para o momento do projeto. O Passabola não tem culpa disso. Mas resultados assim expõem um desequilíbrio que precisa ser observado e que já pontuamos algumas vezes à organização do Playball. Quem já conhece o sistema muitas vezes joga com a calculadora na mão, enquanto equipes novas acabam caindo em uma Série B muito mais pesada do que imaginavam.
Fica a dica ao Passabola: reforcem o grupo, inscrevam mais jogadores, criem banco, estudem o formato e sigam jogando. A base está no compromisso. O resto vem com tempo, ajuste e casca. Estaremos na torcida para que o projeto se organize e siga em frente.
Do lado do Pisa, o recado era outro: virar a página.
E a comissão também usou o jogo para trabalhar o elenco. Com a necessidade de integrar jogadores, estimular competição interna, conhecer melhor as características do grupo e manter todo mundo rodando, a estratégia foi atuar com sextetos. A cada oito ou nove minutos, trocas em bloco. Entrava um time inteiro, saía outro. Todo mundo com responsabilidade, todo mundo sendo observado e todo mundo com a missão de manter o nível.
Foi uma forma inteligente de administrar o elenco, distribuir minutos e manter intensidade. E, convenhamos, em um grupo grande e competitivo, ninguém pode achar que a vaga cai no colo. Aqui até em goleada histórica tem disputa por espaço. O Pisa é organizado até quando o placar perde a educação.
O jogo também marcou duas estreias importantes: Michel, novo goleiro inscrito para essa edição da Copa Playball, e Fabão, novo pivô do time. Michel estreou com meta limpa. Já Fabão estreou fazendo gol, participando de jogadas e mostrando presença ofensiva. Nada mal para o primeiro cartão de visitas.
O primeiro tempo até demorou alguns minutos para sair do zero. O Pisa controlava, pressionava e rondava a área, mas a bola ainda não tinha entrado. Só que, quando entrou, abriu a porteira. Daí em diante, foi um gol atrás do outro.
Aos cinco minutos, Fabão, estreante do dia, caiu pela direita e recebeu passe de Dan. Ele cortou o marcador e bateu no canto. Belo gol de estreia. Pisa 1x0 Passabola.
Um minuto depois, Patrick tabelou com Fabão. Kauan infiltrou pelo meio e apareceu para fazer o segundo do time vinho e laranja - que, neste jogo, entrou com o lindo uniforme branco. Pisa 2x0.
Aos oito minutos, após cobrança de escanteio, a zaga adversária rebateu. Júlio dominou e fez linda jogada individual pelo meio antes de finalizar. Golaço. Pisa 3x0.
Trinta segundos depois, mais um! Fabão fez boa jogada e tocou para Patrick nas costas da defesa. O goleiro saiu, a bola sobrou no meio, Fabão dividiu, ganhou no pé de ferro e chutou no canto. Mais um dele. Pisa 4x0.
Aos 11 minutos, já com o segundo sexteto em quadra, havia uma meta informal: superar os quatro gols do grupo anterior. E não demorou para o time começar a trabalhar.
O Pisa roubou a bola pelo meio e Kleber deixou Galhota cara a cara com o goleiro. Ele tocou por cima, o zagueiro ainda tentou tirar, mas a bola entrou. Pisa 5x0. A essa altura, já tinha virado passeio. Um passeio sério, mas passeio.
Aos 15 minutos, Kleber avançou pelo meio e achou JV livre pela direita. Ele finalizou e marcou o sexto.
Aos 17, JV fez mais um. A câmera infelizmente não registrou, mas o gol entrou na conta. Pisa 7x0.
Aos 22 minutos, já com o terceiro sexteto em quadra, Paiva cobrou falta com força. A bola pegou na trave, bateu nas costas do zagueiro e entrou. Golaço com aquele toque de caos que só o futebol entrega com perfeição. Pisa 8x0.
Trinta segundos depois, saiu o gol dele: Kuminha recebeu assistência de Dan e marcou o nono. Pisa 9x0.
Ainda cabia mais no primeiro tempo?
Cabia.
Aos 24 minutos, Patrick começou a jogada no campo de defesa. Paiva recebeu na ala e achou Dan pelo meio. Dan ajeitou para Patrick na deixadinha, infiltrou nas costas da zaga e recebeu de volta para marcar. Belo gol coletivo. Pisa 10x0.
Fim do primeiro tempo: Pisa 10x0.
No intervalo, o recado da comissão foi simples: manter a seriedade. Placar elástico não é autorização para deboche. Time que quer ser campeão precisa tratar qualquer jogo com respeito. E respeito, em competição, é continuar jogando certo.
Na volta para o segundo tempo, o sexteto que começou a partida retomou o jogo. A meta era clara: chegar a 15 gols. Se atingisse, cerveja liberada. Um método científico de motivação esportiva, praticamente Harvard da várzea.
E não demorou para sair o primeiro gol da etapa final.
Em um lance meio estranho na cobrança de lateral adversária no campo de defesa, ninguém entendeu muito bem o que aconteceu. Parece que houve uma cobrança errada para o goleiro, em uma bola despretensiosa que a câmera não conseguiu pegar a jogada toda. Fabão estava esperto e aproveitou. Pisa 11x0.
Aos nove minutos, Renatinho avançou pelo meio e encontrou Fabão na entrada da área, fazendo o pivô. A bola chegou e Fabão ajeitou de primeira para Oreia marcar. Belo gol. Pisa 12x0.
Na sequência, mais um gol parecido. Kleber avançou pelo meio, tocou para Oreia, o goleiro saiu para abafar e Oreia devolveu para Kleber marcar com o gol livre. Pisa 13x0.
O décimo quarto veio logo após tempo técnico pedido pelo adversário. Saída errada do Passabola, Renatinho interceptou o passe e soltou uma bomba no ângulo. Pisa 14x0.
Aos 16 minutos, Kleber começou a jogada e encontrou Oreia pela direita. Ele tocou para Fabão no pivô, que ajeitou para Paiva, avançando pela esquerda. Paiva bateu de primeira e marcou. Pisa 15x0. Meta da cerveja batida. A ciência venceu mais uma.
O décimo sexto gol veio aos 20 minutos, depois de uma sequência de chances perdidas, principalmente por Galhota. Mas aí Galhota resolveu fazer uma para o time: roubou a bola no ataque e tocou para Kuminha. O camisa 10 só empurrou para a rede. Pisa 16x0.
Aos 21 minutos, mais um. Kleber avançou pelo meio e tentou o passe. O jogador adversário tentou cortar, mas a bola foi direto para o gol. Gol contra. Pisa 17x0 - a câmera infelizmente não gravou o lance.
Aos 22 minutos, veio um dos gols mais bonitos da partida. E tinha que ser dele: o capita.
Patrick cobrou lateral pela direita e jogou no pé de Kuminha. O camisa 10 tocou de calcanhar para Renatinho dentro da área. Renatinho viu Pina avançar pela esquerda e ajeitou. Pina chegou batendo e marcou. Pisa 18x0. Golaço do capitão. Jogada trabalhada, bonita e com assinatura coletiva.
Aos 23 minutos, Renatinho deixou mais um. Patrick afastou uma tentativa do Passabola pelo alto e encontrou Kauan pelo meio. Kauan tocou para Renatinho, aberto pela direita. Ele bateu cruzado e fez Pisa 19x0. A essa altura, o placar já parecia de vôlei. Ou basquete. Você decide.
No mesmo minuto, mais um. E foi do artilheiro da edição passada da Copa Amstel, que terminou com título do Pisa: Patrick. Bola roubada no campo de ataque, Renatinho ajeitou e Patrick marcou. Pisa 20x0.
Aos 24 minutos, Kauan deixou o dele. O Pisa avançou pelo meio, Galhota tocou para JV, que encontrou Kauan. Ele soltou a bomba e marcou. Pisa 21x0.
Com esse gol, o Pisa empatava em gols marcados a maior goleada da sua história, mas agora sem sofrer nenhum. Tecnicamente, já dava para abrir o debate. Mas debate é coisa de quem não faz o 22º.
Aos 25 minutos, Patrick recebeu pelo meio e rolou para Juninho. Ele ajeitou e chutou forte. Pisa 22x0. Agora sim: maior goleada sem margem para discussão.
Mas ainda tinha mais.
Aos 26 minutos, no apagar das luzes, JV saiu costurando pelo meio e encontrou Galhota na entrada da área. A zaga tentou fechar, mas ele tocou para Juninho, aberto pela esquerda, no pé da trave. Juninho dominou e chutou. Pisa 23x0.
Gol marcado. Apito final.
Pisa 23x0 Passabola.
Maior goleada da história do Pisa.

Foi uma atuação séria, coletiva e importante para virar a página depois da derrota da última semana. O elenco entendeu o recado, manteve intensidade, respeitou o adversário e competiu até o fim. Em um campeonato difícil, saldo também importa. Confiança também importa. E postura, mais ainda.
Fica o agradecimento ao grupo pela seriedade durante toda a partida. Em um jogo desse tamanho, era muito fácil transformar o placar em oba-oba. O Pisa não fez isso. Seguiu jogando, rodando bola, criando jogadas e buscando gols com respeito.
E fica também o nosso respeito ao Passabola. Um resultado assim é pesado, mas em nenhum momento o adversário apelou, bateu, desistiu de vez ou tentou transformar o jogo em confusão. Foram até o fim, jogaram limpo e honraram o próprio escudo. Isso é muito importante.
O Pisa fez história.
E fez do jeito certo.
Pra cima, Pisa! 🐘🔥
Pisa 23x0 Passabola
29/08/2026
4ª Rodada da Copa Amstel 2026 - Série B
Playball Pompéia - G13
Gols do Pisa:
Fabão (A: Dan)
Kauan (A: Patrick)
Juninho
Fabão
Galhota (A: Kleber)
JV (A: Kleber)
JV
Paiva
Kuminha (A: Dan)
Dan (A: Patrick)
Fabão
Oreia (A: Fabão)
Kleber (A: Oreia)
Renatinho
Paiva (A: Fabão)
Kuminha (A: Galhota)
Gol contra
Pina (A: Renatinho)
Renatinho (A: Kauan)
Patrick (A: Renatinho)
Kauan (A: JV)
Juninho (A: Patrick)
Juninho (A: Galhota)
Cartões do Pisa:
Não houve
Craque SoftCut:
Juninho
Oferecimento:
Galeria:
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