O Estrelato é nosso. Pisa campeão!
- 14 de dez. de 2024
- 3 min de leitura
2024 - Tem título que vem no sufoco. Tem título que vem na imposição. O Pisa resolveu juntar os dois: sofreu quando precisou sofrer, decidiu quando precisava decidir e levantou a taça de forma invicta.

No dia 14 de dezembro de 2024, o Pisa entrou em campo para disputar a final da XIV Copa Estrelato com um objetivo claro: levantar a taça.
Do outro lado estava o Desportivo América, adversário digno de decisão e dono de uma campanha muito forte. Não era final contra figurante. Era jogo grande, contra um time que já conhecíamos bem, já que estávamos no mesmo grupo e o último encontro entre as equipes tinha terminado em um equilibrado 2x2.
Ou seja: não tinha espaço para oba-oba.
Mesmo assim, o Pisa chegava credenciado por uma campanha impecável. Melhor ataque, melhor defesa, invencibilidade e números que mostravam, sem precisar forçar discurso, que o time tinha sido o grande protagonista da competição.
Só faltava o último passo.
E final, como todo mundo sabe, não aceita currículo. Tem que jogar.
O Pisa entrou com força máxima, cada peça no tabuleiro e a responsabilidade de transformar uma campanha histórica em título. O Desportivo também veio com o que tinha de melhor. O jogo prometia.
E cumpriu.
Os primeiros minutos foram de estudo. Bola de um lado, bola do outro, ninguém querendo entregar espaço, ninguém querendo ser o primeiro a errar. Mas bastou um descuido para o Desportivo sair na frente em cobrança de pênalti.
1x0 para eles.
Aquele tipo de começo que testa o emocional. E, convenhamos, o Pisa já tinha um histórico suficiente de sofrimento para saber que nada vem muito fácil.
Mas a resposta foi imediata.
Jotaerre cobrou falta com precisão e empatou a partida. Era o gol que recolocava o Pisa no jogo e mostrava que o time não tinha chegado à final para sentir o golpe e abaixar a cabeça.
Depois disso, começou o show de Isaque.

Primeiro, ele apareceu desviando de cabeça para virar o jogo. Depois, finalizou com categoria para ampliar. E, no fim do primeiro tempo, aproveitou mais uma oportunidade para marcar um golaço e colocar o Pisa em vantagem.
A etapa inicial terminou com o Pisa na frente: 3x1.
Parecia confortável.
Mas final nunca é confortável. Principalmente para o Pisa, que aparentemente tem uma cláusula interna proibindo qualquer conquista sem um mínimo de drama.
O Desportivo voltou para o segundo tempo com fome e diminuiu logo no início. O jogo ficou mais nervoso, mais pegado e com aquele clima de decisão em que cada bola dividida parece valer um pedaço da taça.
Mas Julinho e Isaque estavam ligados no 220V.
O Pisa se reorganizou, voltou a atacar e, quando encontrou espaço, Isaque apareceu de novo para marcar o quarto. O Desportivo ainda descontou, tentando transformar a final em um caos completo, mas aquele era o dia de quem nasceu para decidir.
Isaque, o artilheiro, marcou mais dois.
Na final, ele não brilhou.
Ele resolveu.

O Desportivo ainda pressionou nos minutos finais e diminuiu para 6x4, tentando colocar fogo no jogo. Mas já era tarde demais.
Quando o apito final veio, não teve mais conta, cenário ou sofrimento possível.
Pisa campeão da XIV Copa Estrelato.
E não foi por acaso.
O título foi consequência de um ano de trabalho, entrega e evolução. O Pisa soube ser gigante nos momentos certos. Quando precisou jogar bonito, jogou. Quando precisou competir, competiu. Quando precisou sofrer, sofreu. E quando precisou decidir, decidiu.
A taça coroou uma campanha incontestável.
Invicta.
Com melhor ataque, melhor defesa e números que deixam pouca margem para discussão. O Pisa passou pela competição como time que entendeu exatamente o que estava fazendo.
E olha que isso, para a nossa história, já é quase um milagre organizacional.
Depois do vice dolorido na Copa Amstel, das goleadas históricas, da evolução em competições e de tudo que o projeto vinha construindo desde 2012, o título da XIV Copa Estrelato chegou como confirmação.
A manada estava pronta.
E, dessa vez, não bateu na trave.
Levantou a taça.
O título é incontestável, invicto, e os números provam isso:
9 vitórias
1 empate
0 derrotas
94 gols marcados
66 de saldo de gols
Elenco campeão:
Alemão, Bruninho, Bubu, Carlão, Cauê, Diegão, Du, Flavio, Hitiro, Isaque, JotaErre, Julinho, Juninho, Kaká, Kuminha, Klynsmann, Kristeller, Lemos, Louis, Luquinhas, Pina, Rapha, Renan, Renatinho, Thomas, Uiu, Viny, Zebra e Zen.








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