Pisa 6x3 São Bernardo
- há 16 horas
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A primeira é caminhão: Com camisa de time campeão, Pisa vira jogo duro e começa a Série B com vitória

A Copa Amstel agora é Copa Playball. O nome mudou, o campeonato subiu de nível e o Pisa também.
Na manhã de 08/08/2026, no Playball Pompéia, o Pisa iniciou uma nova caminhada. Depois do título da Série C na última edição, o desafio agora é outro: Série B, divisão superior, adversários mais cascudos, jogos ainda mais difíceis e menos margem para erro. O sarrafo subiu. E, como sempre, a vida resolveu lembrar que ninguém ganha campeonato olhando para a taça da edição passada.
O primeiro compromisso foi contra o tradicional São Bernardo, na quadra G09. Um adversário duro, experiente e que, mesmo com elenco reduzido, vendeu caro cada metro de quadra. Foi estreia de campeonato, estreia de divisão, estreia de jogadores, estreia de comissão… e, claro, estreia do nosso velho costume de sofrer um pouquinho antes de fazer as coisas entrarem no eixo. Porque se for fácil demais, aparentemente o Pisa desconfia.
Para buscar mais esse título inédito, o Pisa trabalhou forte na manutenção do elenco campeão. Peças importantes seguiram, nomes que construíram a campanha anterior permaneceram e o grupo ainda ganhou reforços para elevar a competitividade interna. Competição boa também se vence durante a semana, nos bastidores, no comprometimento e na disputa saudável por espaço. E, dessa vez, esse recado parece ter sido entendido logo cedo.
Também tivemos retornos importantes. Moreno voltou com o faro artilheiro de sempre. Aquele tipo de jogador que pode passar um tempo longe, mas quando veste vinho e laranja parece que a bola lembra o caminho. Gustavo também retornou à comissão, presença forte e importante na conquista do Campeonato Paulista da FF7SP no final do ano passado.
Entre as novidades, tivemos a estreia de Sandro na comissão técnica do Pisa, além dos jogadores JV, Dé, Nunes, Jean (Oreia), Kauan e Paiva. Ainda temos Kleber e Vitinho inscritos, aguardando a primeira oportunidade para estrear. Muita cara nova, muito nome para encaixar e uma missão clara: transformar elenco em time o mais rápido possível.
E aqui vale um registro importante: se em outras edições o Pisa sofreu demais com atrasos, dessa vez tudo correu conforme o planejado. Primeira rodada, muitas estreias, campeonato mais difícil, e a galera chegou no horário. Parece pouco? Para quem conhece a nossa história recente, isso já dá quase vontade de colocar na ficha técnica. “Pisa começou vencendo porque ninguém chegou atrasado”. Um avanço civilizatório.
Mas o ponto mais importante do pré-jogo vai para Kaká.
Nosso treinador perdeu a tia no dia anterior e, mesmo vindo direto de um momento difícil, esteve com o grupo. Chegou com o olho marejado, o rosto inchado, claramente abalado, mas estava lá. Presente. Inteiro dentro do possível. E isso diz muito sobre quem ele é e sobre o quanto ele se importa com esse projeto.
Kaká é uma figura muito importante para o Pisa. Pelo trabalho, pela leitura de jogo, pela evolução como treinador, mas também pela forma como se conecta com o elenco e compra a ideia. Em um momento em que qualquer ausência seria completamente compreensível, ele fez questão de estar ao lado do time. Fica aqui o nosso respeito, carinho e agradecimento. A Família Pisa está com você, Kaká.
Antes da bola rolar, Flávio pediu a palavra. Como presidente e alguém que carrega as cores do Pisa desde a fundação, fez questão de abrir a conversa dando boas-vindas aos novos integrantes e valorizando a manutenção do elenco campeão da última edição. O recado foi direto: o Pisa quer ser cada vez mais forte, mais reconhecido e mais respeitado, não só no Playball, mas em toda a região.
A camisa metade vinho, metade laranja já tem história. Já tem peso. Já chama atenção. E a missão é fazer com que ela seja cada vez mais lembrada como uma camisa pesada no futebol amador.
Mas, curiosamente, a estreia não foi com o uniforme tradicional. O Pisa entrou em quadra com o uniforme todo vinho, com detalhes em laranja, um modelo muito bonito recebido da Uniex na final da edição passada da Copa Amstel. E a escolha teve motivo. O pedido do presida foi simples: começar essa nova caminhada do mesmo jeito que terminamos a anterior. Terminamos com aquele uniforme e campeões. Então, que começássemos a Copa Playball com postura de time campeão.
Não era sobre achar que o título passado venceria o jogo de hoje. Era justamente o contrário. Era sobre lembrar que campeão precisa se comportar como campeão. Com compromisso, entrega e responsabilidade.
Na sequência, Kaká puxou a oração. Depois disso, bola rolando.

E não foi fácil.
O São Bernardo começou mostrando que, mesmo com elenco reduzido, não estava ali para ser figurante da estreia do Pisa. Time tradicional, bem posicionado e muito competitivo. O Pisa, por sua vez, demorou alguns minutos para encaixar. Muitas estreias, sol esquentando, começo de campeonato, nervosismo natural e aquele velho costume de testar a paciência da comissão.
Aos seis minutos, veio o primeiro golpe. Em uma bola esticada nas costas da defesa, o fixo do São Bernardo apareceu como elemento surpresa e cabeceou para abrir o placar. Pisa 0x1 São Bernardo.
O gol cedo foi um aviso. Série B não aceita cochilo. Se vacilar, paga. E o Pisa pagou.
Mas a resposta veio rápido. Aos nove minutos, Moreno recebeu pelo meio, dominou, avançou com espaço e soltou uma bomba no cantinho do goleiro. Pisa 1x1 São Bernardo. Gol de quem voltou sabendo onde fica a meta. Nada de readaptação, nada de aquecimento emocional. Moreno voltou e já deixou o dele.
Só que, um minuto depois, novo vacilo. E esse foi daqueles para entrar na pasta “não repetir em hipótese nenhuma”.
O São Bernardo apertou a saída do Pisa e, na tentativa de clarear a jogada, Júlio driblou em direção ao próprio gol (literalmente dentro do gol). O adversário cortou, a bola tomou o caminho da rede e o Pisa ficou atrás novamente. São Bernardo 2x1. Dois gols sofridos em duas falhas evitáveis. O time do elefante dando um jeito de se complicar antes de pisar no acelerador.
A partir daí, o Pisa foi para cima. E foi com volume.
Aos 14 minutos, Juninho cobrou escanteio, Paiva pegou de primeira e a bola explodiu na defesa adversária. No rebote, a bola voltou para ele. Sem pensar duas vezes, finalizou novamente de primeira e empatou a partida. Pisa 2x2. Foi na insistência, na segunda bola, na vontade. E foi gol de estreante. Nada mal para começar a escrever história com a camisa vinho e laranja.
O jogo então ficou parado por alguns minutos por conta de uma lesão do goleiro adversário. Alemão recebeu dentro da área, tentou finalizar e, na disputa, acabou acertando a mão do goleiro que estava no chão. Acidente de trabalho. Lance duro, mas de jogo. O goleiro sentiu bastante e, pouco depois, acabaria não conseguindo seguir na partida.
Com a bola voltando a rolar, o Pisa passou a ter mais posse e mais controle. A equipe começou a cansar o São Bernardo, rodar melhor a bola e aproveitar a vantagem de ter mais opções no banco. O adversário, que já estava com poucas trocas, ainda precisou lidar com a lesão do goleiro e a entrada de um jogador de linha improvisado na posição.
Aos 25 minutos, veio a virada. Jean cobrou lateral e Moreno, novamente ele, pegou de primeira. Chute forte, no cantinho. Pisa 3x2 São Bernardo. Virada construída com insistência, pressão e aquele detalhe que muda jogo: jogador decisivo atacando a bola sem pedir licença.
Intervalo: Pisa 3x2 São Bernardo.
A vantagem era importante, mas o recado precisava ser claro: parar de vacilar atrás. O Pisa já era superior, tinha mais posse, mais banco, mais volume e mais capacidade de imprimir ritmo. O caminho era rodar a bola, manter a cabeça no lugar, cansar o adversário e usar a G09 a nosso favor. Sem pressa burra. Sem presente para o adversário.
Só que o segundo tempo começou com mais um susto. Logo com um minuto, nova bola nas costas da defesa do Pisa. Dé hesitou na saída e o São Bernardo empatou: 3x3.
Três gols sofridos. Três lances evitáveis. Se fosse prova de “como dificultar um jogo que estava controlado”, o Pisa teria passado com louvor.
Mas a resposta veio rápido. E aí começou a aparecer uma das melhores notícias da manhã: Jean (ou Oreia, como preferir).
Aos quatro minutos do segundo tempo, Jean roubou a bola no meio e abriu para Moreno na esquerda. Moreno, em grande manhã, bateu de primeira e recolocou o Pisa à frente. Pisa 4x3 São Bernardo. Hat-trick do homem. Retorno com selo de artilheiro: chegou, bateu, guardou.
Depois disso, o Pisa subiu as linhas e passou a sufocar o São Bernardo. O adversário se retraía cada vez mais, tentando resistir com o que dava. Só que o Pisa tinha perna, banco, posse e volume. A pressão era constante.
Aos 11 minutos, após parada técnica do São Bernardo, o Pisa ampliou em uma boa trama coletiva. Jean avançou pelo meio e tocou na direita para Déto, que devolveu. Jean recebeu em boa condição e bateu no cantinho para fazer Pisa 5x3. Gol de estreia também para ele, coroando uma atuação cada vez mais influente.
Jean vinha crescendo no jogo. Roubava bola, acelerava, assistia, aparecia para finalizar e dava ao Pisa uma presença importante entre meio e ataque. Em estreia, isso vale muito.
Aos 15 minutos, mais um gol do Pisa. De novo com participação direta de Jean e Déto. A origem foi a pressão na saída adversária. Jean abafou o goleiro improvisado do São Bernardo, que tentava sair jogando com os pés. Na dividida, Jean conseguiu tocar para Déto, que ficou com o gol livre e finalizou. Pisa 6x3. Caixão fechado. Com respeito, mas fechado.
Nos minutos finais, a comissão aproveitou para rodar o elenco e dar chance aos novos jogadores. O Pisa manteve o controle, pressionou até o fim e praticamente não sofreu riscos. Não marcou mais, é verdade, mas também não permitiu que o São Bernardo voltasse para o jogo.
O árbitro ainda encerrou a partida com 26 minutos cravados no segundo tempo, mesmo com um período cheio de paradas, faltas e tempos técnicos dos dois lados. Pela quantidade de interrupções, dava para jogar pelo menos até os 29. Mas tudo bem. A essa altura, o recado já estava dado e os três pontos já estavam na conta.
Fim de jogo: Pisa 6x3 São Bernardo.
Campeonato novo, divisão nova, dificuldade maior e vitória na estreia. A Série B começou do jeito que precisava começar: com três pontos. Não foi uma atuação perfeita, longe disso. Houve vacilos defensivos que precisam ser corrigidos, especialmente porque o nível agora é outro. Mas também houve reação, volume, estreias promissoras, retorno decisivo de Moreno e participação muito forte de Jean.
A primeira é caminhão. E o Pisa passou por cima do nervosismo, dos erros e da estreia para começar vencendo.
Pra cima, Pisa! 🐘🔥

Pisa 6x3 São Bernardo
08/08/2026
1ª Rodada da Copa Amstel 2026 - Série B
Playball Pompéia - G09
Gols do Pisa:
Moreno
Ronas
Moreno (A: Jean)
Moreno (A: Jean)
Jean (A: Déto)
Déto (A: Jean)
Cartões do Pisa:
Não houve
Craque SoftCut (Copa Amstel):
Moreno

Menção honrosa: Jean, que estreou em alto nível, marcou, deu assistências e cresceu muito durante a partida.
Oferecimento:




























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