Pisa 9x5 Timeteu
Atualizado: há 1 dia
Pisa vira jogo duro, retoma liderança e garante vaga direta nas quartas de final
Manada reunida numa segunda-feira à noite.
Sim, aconteceu.
A sexta rodada da Copa Playball 2026 – Série B estava originalmente marcada para sábado, mas o confronto entre Pisa e Timeteu acabou remanejado para segunda-feira, na quadra G09 do Playball Pompéia.
E, convenhamos, teve um efeito colateral curioso: talvez nunca tenhamos visto tanta gente do Pisa completa e pontual antes de um jogo. Poderia ser sempre assim. Fica a reflexão. Não precisa virar regra, até porque ninguém quer transformar futebol amador em CLT, mas que funcionou, funcionou.
A mudança de data, porém, também merece contexto.
Quando os horários da rodada foram divulgados, nosso jogo estava marcado para sábado, às 18h20. Um horário complicado para futebol amador, que gerou muitos conflitos de agenda e deixou o Pisa bastante desfalcado.
Procuramos a organização do Playball para tentar alterar o horário, mas recebemos a orientação de que, após a divulgação da tabela, qualquer mudança dependeria de acordo entre as duas equipes.
Recebemos a negativa, nos organizamos para jogar e seguimos a vida.
Nunca cogitamos procurar o Timeteu diretamente. Estávamos liderando o Grupo A, desfalcados e enfrentando um adversário direto. Seria até compreensível que o outro lado preferisse manter exatamente aquele cenário.
O curioso é que o Timeteu também estava com problemas de quórum e procurou a organização solicitando o remanejamento, sob risco inclusive de WO. A resposta foi a mesma: seria necessário acordo entre as equipes.
Só faltou um pequeno detalhe nessa história: alguém avisar uma equipe que a outra também queria mudar o jogo.
A aproximação não aconteceu.
Foi o próprio Timeteu que, após insistir, nos procurou diretamente. O pedido veio do adversário e, naturalmente, aceitamos.
Bola fora do Playball nesse processo. Se as duas equipes manifestaram à organização exatamente a mesma necessidade, talvez fosse possível economizar uma boa novela simplesmente colocando as partes em contato.
Resolvido o capítulo administrativo, fomos para aquilo que interessa: bola rolando.
E jogar depois do encerramento dos demais confrontos da rodada nos deu uma informação importante.
O cenário estava desenhado.
Na Copa Playball, seis das oito equipes de cada grupo avançam ao mata-mata, mas as duas primeiras colocadas ganham uma vantagem enorme: pulam as oitavas de final e entram diretamente nas quartas.
Era exatamente onde queríamos chegar.
O Cau Saad havia assumido provisoriamente a liderança enquanto o Pisa ainda tinha seu jogo pendente. Uma vitória sobre o Timeteu nos levaria novamente aos mesmos pontos do líder, com vantagem confortável no saldo, e praticamente resolveria nossa presença entre os dois primeiros.
Mais do que isso: Cau Saad e Santo Antônio ainda se enfrentariam na última rodada. Como eram concorrentes diretos, alguém obrigatoriamente deixaria pontos pelo caminho.
A conta era simples.
Vencer o Timeteu significava classificação direta para as quartas de final.
E havia outro recado importante antes da partida.
Se naquela noite o Pisa tinha a oportunidade de resolver sua situação com antecedência, era porque dez guerreiros haviam feito acontecer na rodada anterior.
Na quinta rodada, em meio ao caos causado pelas chuvas em São Paulo, com elenco contado, jogadores improvisados e um confronto direto contra o Santo Antônio, aquele grupo correu por todo mundo e buscou uma vitória por 4x1.
Eles correram por quem não estava lá.
Então, contra o Timeteu, com elenco cheio e praticamente todo mundo disponível, era hora de devolver.
O recado da comissão foi esse: hoje, a gente corre por eles.
Somos um time.
E campeonato se ganha assim.
Do outro lado estava um adversário que exigiria muito.
O Timeteu mostrou desde os primeiros minutos ser uma equipe bastante organizada, com jogadores jovens, muita formação de futsal, intensidade, movimentação e velocidade. O Pisa já sabia que boa parte daquele elenco vinha da base do Mackenzie e treinava durante a semana.
A molecada tinha perna.
E tinha jogo.
O início foi complicado.
O Timeteu se defendia em um bloco muito sólido e alternava bem o comportamento sem a bola. Quando o Pisa conseguia construir com qualidade, recuavam. Quando percebiam um passe ruim ou uma dificuldade na saída, subiam rapidamente a pressão.
E, quando recuperavam, aceleravam.
Com dois minutos de jogo, já haviam criado situações perigosas. Michel começou bem debaixo das traves e fez intervenções importantes enquanto o Pisa ainda tentava entender as movimentações adversárias.
Aos cinco minutos, veio o primeiro castigo.
Em cobrança de escanteio, o Pisa vacilou na marcação e o Timeteu abriu o placar.
Pisa 0x1 Timeteu.
O jogo já mostrava que seria mentalmente desgastante.
E existe também um cenário com o qual o Pisa precisa aprender a conviver cada vez mais: quando o atual campeão entra em quadra, a motivação do outro lado cresce.
Tem amigo no alambrado. Tem torcida contra. Tem gente esperando para ver se o elefante tropeça e cai com tudo na lama.
Faz parte.
Quem ganha começa a carregar esse tipo de responsabilidade.
Aos poucos, porém, o Pisa começou a equilibrar a partida.
E aos oito minutos veio o empate.
Patrick avançou pelo meio e abriu para Déto pela direita. Déto finalizou, o goleiro rebateu. João tentou no rebote e o goleiro salvou novamente.
Na terceira, não teve jeito.
Patrick apareceu e mandou para dentro.
Agora vai?
Claro que não.
Porque aparentemente fazer as coisas de maneira simples continua contra o estatuto do Pisa.
Um minuto depois, Dan tentou parar a investida adversária dentro da área e cometeu pênalti.
Na cobrança, Michel nada pôde fazer.
Pisa 1x2 Timeteu.
E aos 11 minutos veio mais um golpe.
Cobrança de lateral, boa tabela do Timeteu e o atacante antecipou Vitinho antes de bater no canto. A bola ainda tocou na trave antes de entrar.
Pisa 1x3 Timeteu.
Situação complicada.
Mas foi justamente a partir daí que o jogo começou a mudar.
O Pisa tem um elenco experiente. Em vez de entrar na correria do adversário ou se desesperar com o placar, colocou a bola debaixo do braço e começou a entender melhor a partida.
Juninho entrou muito bem pela esquerda e passou a entortar a marcação adversária. João começou a ganhar praticamente todas no pivô. Patrick, Renatinho, Moreno e Déto aumentaram a movimentação.
E teve também a entrada do nosso capitão.
Pina substituiu Vitinho e mudou a energia defensiva do time.
Seguro nos botes, firme nas divididas e vibrando a cada jogada, o capita entrou como uma muralha. O Pisa passou a defender melhor, empurrou o Timeteu para trás e começou a tomar conta da partida.
Aos 14 minutos, quase saiu o segundo.
João cobrou escanteio e Dan apareceu livre para cabecear. O goleiro já estava vendido, mas a bola passou para fora.
Um minuto depois, finalmente veio o desconto.
Pressão na saída adversária. O jogador do Timeteu tentou driblar em direção ao próprio gol e Patrick apareceu para roubar. Deu um biquinho na bola e ela foi direto para as redes.
O jogo tinha mudado completamente.
Só dava Pisa.
O Timeteu, que tinha começado melhor e muito organizado, agora estava cada vez mais encurralado.
Aos 22 minutos, veio o empate.
Juninho cobrou lateral para Kuminha pelo meio. Nosso camisa 10 decidiu rápido e encontrou Patrick infiltrando. Patrick apareceu na frente do goleiro e tocou na saída.
Hat-trick do Patrick.
E, naquele momento, apesar do placar empatado, a sensação era de que o jogo já estava nas mãos do Pisa.
Aos 24 minutos, faltou muito pouco para a virada ainda no primeiro tempo.
Renatinho arriscou de longe e o goleiro fez grande defesa. A bola sobrou para Juninho na linha de fundo, que rolou para Alemão chegar batendo.
Um míssil.
A bola foi no ângulo e explodiu no travessão, exatamente onde a coruja costuma dormir.
Pecado não ter entrado.
A sobra ainda ficou com Juninho, que tentou novamente, mas o goleiro salvou.
O intervalo chegou com 3x3.
E curiosamente a conversa foi tranquila.
O Pisa já tinha entendido o jogo. Sabíamos onde estavam os espaços, como o adversário reagia à pressão e o que precisava ser feito para construir as jogadas.
Era manter a cabeça no lugar e executar.
Um minuto de segundo tempo.
Foi o suficiente.
Piu, que havia entrado no lugar de Michel, iniciou a jogada com Dan. Dan encontrou Moreno pelo meio, que deu passe vertical para João. Nosso pivô segurou a marcação e ajeitou de volta para Moreno, que veio em velocidade.
Moreno, de primeira, encontrou Déto na linha de fundo.
Déto devolveu para a entrada da área.
E Moreno chegou batendo.
CAIXA!
Golaço coletivo.
Virada construída com movimentação, pivô, infiltração e passe rápido.
Um minuto depois, mais um.
O Timeteu aparentemente ainda estava no intervalo.
Juninho iniciou a jogada e fez bela progressão pelo meio. Moreno abriu pela esquerda, chegou à linha de fundo e João infiltrou para completar.
Mais um belo gol!
Dois gols praticamente na volta do intervalo.
O adversário estava nas cordas.
E havia mérito grande do Pisa na leitura do jogo.
Sem entregar o mapa completo para os próximos adversários, digamos apenas que a comissão identificou alguns espaços interessantes na dinâmica defensiva do Timeteu e passou a explorá-los.
Quando o adversário tentava sair jogando, o Pisa apertava.
Quando se desfazia da bola, nossa organização permitia recuperar rapidamente pelo meio.
E quando o Timeteu subia sua pressão, alguns espaços começavam a aparecer.
O Pisa percebeu.
E foi em cima.
Aos oito minutos, saiu o sexto.
Mais uma pressão na saída adversária. O Timeteu afastou a bola, Patrick interceptou pelo meio e o Pisa reconstruiu com Déto e Moreno. A jogada chegou até João, que bateu na trave.
No rebote, Patrick infiltrou e tocou de primeira novamente para João.
Dessa vez, caixa.
O Timeteu já não conseguia reproduzir a organização do início da partida. A necessidade de buscar o placar aumentava a ansiedade, e os espaços começaram a aparecer ainda mais.
Pouco depois, Déto encontrou Kuminha atacando as costas da defesa pela direita. Ele avançou, a bola escapou um pouco e a zaga conseguiu cortar.
Mas João estava ali.
Finalizou, o goleiro defendeu e, no rebote, Kuminha apareceu para marcar.
O jogo já estava completamente controlado.
Aos 22 minutos, João colocou mais um na conta.
Ele havia acabado de voltar do banco e assumiu uma falta do meio da rua.
Chutou no canto.
O goleiro, que vinha fazendo ótima partida e já tinha salvado várias difíceis, dessa vez aceitou.
Frango.
Também acontece.
Com o resultado encaminhado, o Pisa passou a administrar mais a partida e relaxou um pouco na reta final.
O Timeteu aproveitou.
Primeiro, após cobrança de lateral e bola alçada na área, diminuiu para 8x4.
Depois, em uma saída errada do Pisa, Patrick tentou forçar o passe por dentro para Renatinho. O adversário recuperou e fez um bonito gol, cavando na saída do Piu.
Pisa 8x5 Timeteu.
Mas ainda faltava o último capítulo.
Com o Timeteu tentando sobreviver à pressão, as faltas foram se acumulando.
Até que Renatinho sofreu a sexta infração adversária.
E a regra é clara.
Shoot out.
Último lance da partida.
Juninho pegou a bola.
Partiu.
Driblou o goleiro.
E entrou com bola e tudo.
Golaço!
Do alambrado adversário ainda veio o pedido:
“Meu Deus, acaba o jogo, professor. Acaba o jogo!”
Atendido.
Apito final.
Pisa 9x5 Timeteu.
Talvez a melhor atuação do Pisa nesta Copa Playball 2026 – Série B.
Não porque tenha sido perfeita. Longe disso.
Começamos mal, sofremos três gols, tivemos dificuldades para entender a movimentação adversária e ainda relaxamos no fim.
Mas foi justamente a forma como o time respondeu que transforma essa partida em uma das grandes atuações da campanha.
Estávamos perdendo por 3x1.
Não teve desespero.
Não teve reclamação.
Não teve bagunça.
Teve leitura, ajuste, intensidade, banco participando, liderança dentro de quadra e um grupo inteiro comprometido com o mesmo objetivo.
Patrick fez três gols ainda no primeiro tempo e foi decisivo.
João brigou por todas no pivô e teve enorme participação ofensiva com outros três gols.
Juninho mudou o jogo pela esquerda.
Moreno, Déto, Renatinho e Kuminha deram dinâmica ao setor ofensivo.
Pina entrou e mudou nossa postura defensiva, que já era boa com Vitinho e Alemão.
Michel segurou o início mais complicado.
Piu participou de uma segunda etapa em que o time virou e controlou.
E a comissão, hoje composta por Sandro e Flavio, conseguiu entender a partida e encontrar os caminhos para transformar um 1x3 em uma vitória por 9x5.
Mais do que três pontos, o resultado também confirma um objetivo importante.
O Pisa chega aos 15 pontos, retoma a liderança do Grupo A e garante matematicamente uma das duas primeiras posições da chave.
Estamos classificados diretamente para as quartas de final da Copa Playball – Série B.
Sem oitavas.
Uma semana a menos de risco.
Um jogo eliminatório a menos no caminho.
Mérito de quem esteve nessa segunda-feira.
Mérito também, e principalmente, de quem fez acontecer quando o grupo precisou na rodada anterior.
Porque campeonato não se constrói em uma noite.
Cada três pontos trouxe a gente até aqui.
Agora falta uma rodada para fechar a fase de grupos.
E depois começa outro campeonato.
Pra cima, Pisa! 🐘🔥
Pisa 9x5 Timeteu
21/09/2026
6ª Rodada da Copa Amstel 2026 - Série B
Playball Pompéia - G09
Gols do Pisa:
Patrick
Patrick
Patrick (A: Kuminha)
Moreno (A: Déto)
João (A: Moreno)
João (A: Patrick)
Kuminha
João
Juninho
Cartões do Pisa:
Não houve
Craque SoftCut:
Pina
Oferecimento:
Galeria:
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