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Pisa Recreativo 2x5 Mlkdinha

há 2 dias
5 min de leitura

Pisa Recreativo volta à ativa, perde para o Mlkdinha e deixa mais perguntas do que respostas


Em outubro, Pisa Recreativo realiza sua quarta partida no ano
Em outubro, Pisa Recreativo realiza sua quarta partida no ano

Fim de semana sem campeonato para o time principal do Pisa.


Então quem foi para a quadra?


Eles.


Os bravos.


Os questionáveis.


Os atletas que representam o lado mais democrático do nosso futebol.


O Pisa Recreativo.


No último sábado, o pessoal do rachão voltou a vestir a camisa vinho e laranja no Festival A Força do Esporte, disputado no Playball Pompéia, em um convite que chegou por meio de Sandro e Kaká.


Sandro, além de integrar nossa comissão técnica, trabalha com o candidato a deputado estadual Felipe Franco, responsável pela organização do festival. E, independentemente de posição política de cada um, o convite foi muito bem-vindo: quadra disponível, jogo sem custo e uma ótima oportunidade para tirar o Pisa Recreativo da garagem.


Porque em 2026 a coisa estava devagar.


Bem devagar.


Este foi apenas o quarto jogo do Pisa Recreativo no ano.


Quatro.


Em outubro.


Ou seja, em termos de ritmo de jogo, estamos quase na categoria “evento comemorativo anual”.


E nem pense que montar o time foi simples.


Com uma semana de antecedência, começou aquela operação padrão futebol amador: mensagem no grupo, confirmação, desconfirmação, “acho que vou”, “depende da patroa”, “se não chover”, “me coloca como dúvida” e aquele silêncio constrangedor quando chega perto do horário.


No fim, deu para montar um time.


Na risca.


Com reforço de gente da comissão, convidados e praticamente qualquer ser humano com duas pernas e disponibilidade no sábado.


Até Flávio, nosso presida, estava lá.


E isso já diz muito.


Flávio normalmente participa mais da organização do Recreativo do que da parte esportiva propriamente dita. Quem toca mais de perto esse projeto são Jhon, Zanatta e Diogo. Mas, com quórum apertado, o presida apareceu para tapar buraco.


Sandro e principalmente Kaká também ajudaram bastante na busca por jogadores, e Kaká chamou Luan e Léozinho para dar um pouco mais de corpo ao elenco.


Missão: chegar na G13 do Playball Pompéia para jogar às 13h.


Parecia simples.


Não foi.


O festival atrasou cerca de 40 minutos.


E aí veio a primeira boa notícia do dia: o atraso ajudou algumas pessoas a chegarem. Algumas pessoas, no caso, Lash.


Porque o relógio continua sendo o principal adversário da carreira dele.


Mesmo com 40 minutos de atraso, o homem ainda não estava lá no horário previsto.


Mas chegou.


E, por sorte, praticamente junto com o início da partida.


Talento para logística também é talento.


Do outro lado estava o Mlkdinha.


E o nome já dava uma pista.


Time jovem, rápido, com bastante jogador no banco e muito mais intensidade.


O Pisa Recreativo, por outro lado, tinha experiência.


Experiência de vida.


De boletos.


De dor lombar.


E de saber que correr o jogo inteiro não estava exatamente no planejamento.


A diferença física ficou clara desde o começo.


O Mlkdinha tinha mais posse, mais velocidade e tentava acelerar o tempo todo. O Pisa Recreativo buscava fechar espaços com uma dupla linha de três e jogar de maneira mais compacta.


Em quadra pequena, até que fazia sentido.


E foi assim que o Pisa conseguiu sobreviver em alguns momentos.


Porque jogar bonito realmente não estava entre as possibilidades.


Aos cinco minutos, saiu o primeiro gol do adversário.


O Mlkdinha tentou um passe dentro da área e Hitiro foi cortar.


Cortou.


Para dentro do próprio gol.


Pisa Recreativo em sua forma mais pura.


Mlkdinha 1x0.


A partir daí, ficou ainda mais evidente a falta de ritmo e entrosamento.


Tinha gente jogando junta pela primeira vez, caso de Luanzinho, e o time ainda buscava entender posicionamento, cobertura e comunicação.


Era comum ver dois marcando o mesmo cara e ninguém marcando o outro.


Um clássico.


Na última linha defensiva, o Pisa até conseguia se segurar em alguns momentos. Luan e Hitiro tinham perfil mais defensivo e davam alguma estabilidade.


O problema era sair jogando.


O Pisa tinha dificuldade para fazer a bola passar da defesa para o ataque sem parecer uma missão diplomática internacional.


O Mlkdinha aproveitou.


E fez 2x0.


A comissão pediu tempo técnico.


Jhon, que estava à frente da equipe, fez um bom ajuste.


Tirou Hitiro e colocou Leandro para jogar por dentro, tentando dar mais leveza e circulação.


O time melhorou um pouco.


E aí veio uma constatação simples: time que só quer atacar também deixa espaço.


O Pisa conseguiu roubar a bola no meio.


Zanatta lançou Lash em profundidade.


Ele avançou, driblou o goleiro e marcou.


Mlkdinha 2x1 Pisa Recreativo.


Um minuto depois, veio o empate.


A jogada foi parecida.


Bola em profundidade, Lash apareceu de novo, passou no meio de dois e tocou na saída do goleiro.


2x2.


Esse gol nós conseguimos gravar!

Dois gols dele.


Chegou atrasado, mas aparentemente tinha guardado energia no trajeto.


Seria a reação?


Não.


Ainda no primeiro tempo, o Pisa voltou a sofrer com os problemas de marcação e organização.


O Mlkdinha encontrou espaços e marcou mais duas vezes.


Fim do primeiro tempo: Mlkdinha 4x2 Pisa Recreativo.


No segundo tempo, o roteiro mudou pouco.


O Pisa tentou se ajustar.


Tentou encaixar a marcação.


Tentou trocar passes.


Tentou lembrar o nome de todo mundo.


Mas o entrosamento continuava baixo.


Para completar, Léozinho, indicação do Kaká, chegou atrasado para ajudar.


E ainda apareceu outro jogador indicado por Kaká faltando menos de dois minutos para o fim.


Até agora não temos certeza do nome.


Mas agradecemos a presença.


Isso talvez resuma bem o nível de organização técnica daquela tarde.


O Mlkdinha fez mais um gol e fechou o placar em 5x2.


No saldo, o segundo tempo foi melhor.


Perdemos por 1x0.


Um avanço.


O problema é que o Pisa quase nunca conseguiu ter posse longa. Era difícil trocar dois ou

três passes seguidos e, por isso, o time passou muito mais tempo tentando se defender do que propondo qualquer coisa.


Mas coragem não faltou.


O Pisa Recreativo entrou para jogar contra um adversário mais jovem, mais rápido, mais entrosado e com banco cheio.


E foi.


Sem escolher adversário acessível.


Sem inventar desculpa.


Tentando competir.


E talvez esse seja justamente o principal ponto que ficou depois do jogo.


O Pisa Recreativo precisa decidir o que quer ser.


Se a ideia for reunir a galera de vez em quando, pegar adversários mais tranquilos, dar risada, tomar cerveja depois e transformar o jogo num evento social, tudo bem.


Esse é um caminho legítimo.


Agora, se a ideia for evoluir como time, enfrentar adversários mais fortes e competir de verdade, aí vai precisar de mais.


Mais jogos.


Mais participação.


Mais compromisso.


Mais gente envolvida.


E principalmente mais bola rolando.


Quatro amistosos em praticamente dez meses é muito pouco para qualquer time criar entrosamento.


Ainda mais um projeto que sofreu uma debandada de jogadores ao longo do ano e está tentando se reorganizar.


Então o festival serviu também como um lembrete.


O Pisa Recreativo ainda existe.


Mas precisa decidir como quer existir.


Quer ser só resenha?


Perfeito.


Quer competir?


Então vai precisar trabalhar um pouco mais.


E talvez chegar no horário ajude.


Fica o agradecimento ao Sandro pelo convite, ao Felipe Franco pela realização do festival e ao Kaká, que repassou o convite e ainda ajudou a completar o elenco.


E à comissão do Recreativo: Jhon, Zanatta e Flávio.

Zanatta e Flávio ainda foram para a quadra, porque aparentemente organizar já não era sofrimento suficiente.


Vini fez boas defesas no gol.


Hitiro, retomando ritmo, mostrou a disposição de sempre.


Leandro tentou dar mais qualidade ao meio.


Lash chegou atrasado, como manda a tradição, mas compensou com os dois gols do Pisa.


Paulada viu a lista, percebeu o pedido de socorro e apareceu para ajudar, mesmo ficando apenas no primeiro tempo por conta de outro compromisso.


Gustavo foi voluntarioso pela ala.


Léozinho também chegou para completar o time.


Luanzinho topou o convite e ajudou numa situação de quórum complicado.


E no final, foi isso.


Corremos.


Tentamos.


E sobrevivemos.


Para o Pisa Recreativo, já é um bom começo.


Agora só falta jogar mais quatro vezes antes de 2030.


Pra cima, Pisa!



Pisa Recreativo 2x5 Mlkdinha

03/10/2026

Festival A Força do Esporte

Playball Pompéia - G13


Gols do Pisa Recreativo:

  • Lash (A: Zanatta)

  • Lash (A: Paulada)


Craque SoftCut:

  • Lash


Oferecimento:

SoftCut - Tábuas de Corte


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