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Pisa 4x1 Santo Antônio

há 2 dias
8 min de leitura

Atualizado: há 19 horas

Pisa supera caos, vence o Santo Antônio em jogo de superação e confirma classificação na Copa Playball


A quinta rodada da Copa Playball 2026 – Série B tinha todos os ingredientes de jogo grande.


Confronto direto. Dois times empatados na liderança. Adversário conhecido. Quadra pequena. Bola molhada. Cidade em caos. Elenco contado. Pouca margem para erro. E, claro, aquele tempero clássico do futebol amador: metade da dificuldade começa antes de alguém conseguir chegar na quadra.


No sábado, 12 de setembro, o Pisa voltou ao Playball Pompéia para enfrentar o Santo Antônio, na quadra G12. Um adversário já conhecido, que também subiu de divisão e reencontrou o Pisa depois da semifinal da antiga Copa Amstel, quando o time vinho e laranja venceu por 6x1 em uma das grandes atuações da campanha que terminou em título.


Mas passado é passado. E Série B não aceita currículo como forma de pagamento.


O contexto da rodada era pesado. Pisa e Santo Antônio chegaram empatados na primeira posição do Grupo A, ambos com três vitórias e uma derrota em quatro jogos. O Pisa liderava pelo saldo: 26 contra 14 do Santo Antônio. Também na briga, o Cau Saad aparecia com a mesma pontuação, mas saldo inferior. Ou seja: vencer era fundamental para manter a ponta, encaminhar a classificação e seguir na disputa pelas primeiras posições, que dão vantagem importante no mata-mata.


E o Pisa venceu.


Mas não foi simples.


A semana já tinha sido complicada. O quórum não estava fácil, com muitos conflitos de agenda e poucas opções reais para ajustar o time. O banco existia, mas as características eram muito parecidas. Para se ter uma ideia, o Pisa tinha quatro pivôs à disposição. Em campo pequeno, contra adversário forte, com bola molhada e jogo de liderança, isso significa uma coisa: improviso.


Muita gente jogou fora da característica de origem. A comissão precisou mexer com cuidado, adaptar funções, controlar desgaste e encontrar caminhos em uma partida que exigia mais vontade do que desenho bonito no papel.


A superação começou antes da bola rolar.


São Paulo amanheceu em caos por conta das fortes chuvas. Pontos de alagamento, trânsito complicado, deslocamentos difíceis e jogos da manhã no Playball adiados. O Pisa entrou em contato com a organização, e a partida estava confirmada. Então não tinha muito o que fazer: era sair de casa, encarar a cidade e chegar.


E chegar, naquele sábado, já valia quase uma assistência.


Tinha jogador vindo de longe. Gente saindo de compromisso familiar. Gente voltando de viagem. Gente atravessando a cidade em um dia em que o sofá parecia ter mais condições de jogo do que muita rua de São Paulo. Ainda assim, o grupo estava ali. Contado, remendado, improvisado, mas presente.


Por isso, o recado da comissão antes da partida foi direto: hoje era por nós.


Não era apenas sobre tabela. Claro, vencer era importante para confirmar a classificação e manter a liderança. Mas, naquele contexto, o jogo pedia algo além. Cada um precisava correr pelo companheiro. Por quem abriu mão de compromisso. Por quem veio de longe. Por quem enfrentou trânsito, chuva, atraso e dificuldade para estar ali. Era um jogo para se fechar como time.


E quando o Pisa se fecha como time, fica difícil.


Do outro lado, o Santo Antônio também tinha seus motivos. É um adversário competitivo, conhecido, com jogadores que respeitamos e que sabíamos que não fariam jogo fácil. Desde o início da competição, também existia uma movimentação mais intensa nas redes sociais, marcações, provocações em tom amistoso e aquele clima natural de rivalidade leve que o futebol amador adora alimentar no Instagram antes de resolver tudo na quadra.


Nada fora do normal. Faz parte.


Até porque, com uma camisa pesada como a nossa, é natural que o adversário também passe a olhar diferente. O Pisa sente isso a cada rodada. Todo mundo quer vencer o atual campeão da antiga Copa Amstel. Todo mundo quer medir força. Todo mundo quer usar o jogo contra o Pisa como termômetro. E isso precisa ser encarado com maturidade.


Bola rolando, o primeiro tempo foi travado.


O Pisa teve mais posse, mas o Santo Antônio se fechava bem e buscava escapadas. As boas chances adversárias vinham justamente nesses momentos: transição rápida, aproveitando erro ou espaço deixado nas costas. Nada muito confortável, mas sempre exigindo atenção.


O volume, porém, era vinho e laranja.


Renatinho e Patrick ditavam o ritmo. Na frente, os pivôs faziam o trabalho sujo, revezando entre João, Fabão, Galhota e Nunes para sustentar bola, brigar com a defesa e dar respiro ao time. Patrick tentava flutuar mais, Kuminha ajudava na criação e Kauan teve papel fundamental, muitas vezes com função mais defensiva, mas também aparecendo para jogar quando o time precisava sair.


Na defesa, Denis e Pina foram enormes. Dois monstros na sustentação do time, segurando duelos, protegendo a área e dando ao Pisa a base necessária para sobreviver a um jogo físico, molhado e com pouco espaço.


Jogo disputado na G12 do Playball Pompéia
Jogo disputado na G12 do Playball Pompéia

Patrick chegou a acertar o travessão em cobrança de falta. O Pisa também rondou a área em outras oportunidades, mas o último passe não encaixava. Às vezes por um toque a mais. Às vezes pela bola molhada, difícil de dominar. Às vezes porque jogo grande também trava um pouco a perna, e quem disser que não, provavelmente nunca tentou dominar bola lisa em society com marcador respirando no cangote.


O Santo Antônio também tinha dificuldades. Estava desfalcado, com improvisos e sofrendo com o mesmo cenário de cidade caótica, bola pesada e quadra curta. Mas, como sempre, cada um que lute com os próprios problemas. O Pisa tinha os seus e precisava resolver.


O primeiro tempo terminou 0x0.


Sandro orienta o time no intervalo
Sandro orienta o time no intervalo

No intervalo, o recado foi simples: pé firme, vontade e capricho no último passe. O jogo estava ali. Faltava pouco para abrir o placar.


Também teve provocação. O camisa 8 do Santo Antônio virou para Fabão e pediu para ele bater mais forte. Fabão não caiu na pilha. Guardou a informação para uso futuro. Porque futebol amador também tem dessas: às vezes o roteiro escreve sozinho e a gente só assiste.


O segundo tempo começou com o Pisa mais atento.


Aos dois minutos, o Santo Antônio deu bobeira na cobrança de lateral no campo defensivo. Denis avançou, bateu a carteira do defensor e colocou o Pisa no lance. A bola passou por Patrick, que participou da jogada, e Renatinho apareceu para finalizar na saída do goleiro.


Pisa 1x0 Santo Antônio.


Renatinho abre o placar na raça

O lance gerou dúvida. A arbitragem e parte da comissão chegaram a atribuir o gol ao Denis, e a súmula acabou registrando dessa forma. Mas, pela leitura do lance, o gol foi de Renatinho. Coisa de futebol amador: tem gol que precisa de perícia, VAR e talvez um churrasco para decidir. Para nós, fica o registro do lance e o mérito coletivo: pressão, roubo alto e bola na rede.


Depois do gol, o jogo mudou.


O Santo Antônio passou a marcar mais alto. Em alguns momentos, pressionava a saída do Pisa com quatro jogadores, enquanto o time tentava construir com três. Com poucas opções de armação, poucos alas naturais e muitos jogadores de frente, a comissão precisou adaptar. A ideia foi trabalhar com dois fixos e dois pivôs, apostando em ligação direta, bola preparada no ataque e infiltrações a partir dos jogadores ofensivos.


A tentativa fazia sentido pelo contexto. Mas, na prática, o time ficou pesado.


A bola longa ficou previsível, o Santo Antônio começou a recuperar com mais facilidade e o Pisa perdeu mobilidade. O time ficou estático, sem tanta opção de passe e com dificuldade para manter a posse. Foram minutos duros. A rotação caiu, o adversário cresceu e o jogo ficou perigoso.


Aos 11 minutos, veio o empate.


O camisa 7 do Santo Antônio recebeu na entrada da área, cortou para a direita e acertou um belo chute no ângulo de Michel. Pisa 1x1 Santo Antônio.


Mérito do adversário. Finalização muito boa, sem muito o que fazer.


O jogo entrava em uma fase decisiva. Quadra pequena, placar empatado, pouco tempo para o fim e os dois times entendendo que qualquer detalhe poderia mudar tudo. E mudou.


Em uma disputa de bola, Fabão recebeu e o camisa 8 do Santo Antônio tentou tirar. No lance, Fabão acabou acertando forte o adversário. Falta, cartão amarelo e o camisa 8 precisou deixar a partida. Foi um acidente de trabalho, lance de jogo, mas pesado. O cartão foi justo. Agora, também é verdade: foi o mesmo camisa 8 que tinha pedido para ele bater mais forte no intervalo. Às vezes o futebol entrega ironias que nem a resenha consegue escrever melhor.


Fabão exagerou ou foi acidente de trabalho?

A saída do camisa 8 mudou a dinâmica do jogo. Ele era um jogador importante do Santo Antônio, marcava bem e criava dificuldades para o Pisa. Com o adversário já cansado e com poucas trocas, a comissão vinho e laranja percebeu o momento de voltar com mais mobilidade. Ter o time mais pesado por alguns minutos trouxe riscos, mas foi crucial para descansar os jogadores para a etapa final.


Renatinho e Kuminha retornaram à quadra para jogar junto com Patrick.


A melhora foi imediata.


Kuminha passou a dominar o meio ao lado de Patrick, e Renatinho fechava o triângulo ofensivo que começou a envolver o Santo Antônio. O Pisa voltou a ter circulação, opção por dentro, movimentação e capacidade de achar o passe certo. O time voltou a parecer time.


Aos 20 minutos, veio o gol que destravou a reta final.


Kuminha e Patrick construíram boa trama pelo meio. Patrick finalizou, o goleiro deu rebote. Kuminha antecipou o defensor e bateu, mas o goleiro, já no chão, conseguiu defender. No novo rebote, Renatinho chegou estufando a rede.


Pisa 2x1 Santo Antônio.


Renatinho no rebote para recolocar o Pisa na frente!

Foi o gol do desempate. Muito comemorado. E, naquele momento, a partida virou.


O Santo Antônio sentiu. O placar ainda era curto, mas o time adversário se desorganizou na busca pelo empate. Com poucos minutos restantes, precisou se lançar ao ataque e começou a deixar espaços. E espaço para Patrick, Renatinho e Kuminha é o tipo de generosidade que o Pisa costuma aceitar sem cerimônia.


Renatinho chegou a receber lançamento de Michel nas costas da defesa e quase marcou. Na sequência, o Santo Antônio tentou sair jogando, mas o Pisa voltou a roubar pelo meio com Kuminha. Ele tabelou com Patrick, avançou pelo centro e encontrou Renatinho pela esquerda. Renatinho atraiu a marcação e ajeitou para Patrick.


Golaço.


Pisa 3x1 Santo Antônio.


Tridente ligado: Patrick guarda o terceiro

Foi o gol do tridente ofensivo. Kuminha, Renatinho e Patrick funcionando juntos em um momento crucial. Quando o jogo precisava de precisão, os três apareceram.


O Santo Antônio ficou nas cordas. Precisava atacar, mas já não tinha o mesmo fôlego. O Pisa, ao contrário, cresceu justamente na reta final. Kuminha entrou voando, Patrick assumiu protagonismo por dentro e Renatinho seguiu sendo peça decisiva. Mérito também de Sandro e Flávio, que conduziram a comissão durante a partida, descansaram e ajustaram o time no momento certo e encontraram a formação que mudou o jogo.


Pouco depois, veio o quarto.


O Santo Antônio tentava sair jogando, mas Kauan ganhou a disputa, roubou a bola e rapidamente encontrou Patrick dentro da área. O camisa vinho e laranja só empurrou para a rede.


Pisa 4x1 Santo Antônio.


Kauan roubou, Patrick empurrou e fechou a conta

Três gols em três minutos. Um atropelo relâmpago na reta final de um jogo que tinha sido duro do início ao fim.


A partir daí, o Pisa gastou a bola, controlou o relógio e segurou o resultado. Com pouco tempo para o fim e o adversário já sem força para reagir, a vitória estava encaminhada.


Fim de jogo: Pisa 4x1 Santo Antônio pela Copa Playball.


Vitória gigante.


Não pelo placar isolado, mas pelo contexto. Cidade em caos, chuva, deslocamento difícil, conflitos de agenda, elenco contado, pouco encaixe natural nas peças e um adversário direto na briga pela liderança. O Pisa foi lá, competiu, sofreu quando precisou sofrer, ajustou durante o jogo e decidiu na reta final.


Mais três pontos na conta. Liderança do Grupo A mantida por mais uma rodada. Classificação garantida. E agora o objetivo passa a ser terminar entre os dois primeiros para ter vantagem no chaveamento da fase mata-mata da Copa Playball.


Hoje foi mais uma prova de que, quando o Pisa se fecha como time, dá para superar dificuldade e sair com resultado.


Vencemos um confronto direto.


Seguimos na liderança.


E confirmamos a classificação.


Obrigado aos jogadores e à comissão. Em dia difícil, vocês fizeram acontecer.


Vitória na superação. Parabéns, time!
Vitória na superação. Parabéns, time!

Pra cima, Pisa! 🐘🔥



Pisa 4x1 Santo Antônio

12/09/2026

Rodada da Copa Amstel 2026 - Série B

Playball Pompéia - G12


Gols do Pisa:

  1. Renatinho (A: Denis)

  2. Renatinho

  3. Patrick (A: Renatinho)

  4. Patrick (A: Kauan)


Cartões do Pisa:

  • Fabão

  • Patrick


Craque SoftCut:

  • Renatinho


Oferecimento:

SoftCut - Tábuas de Corte

Galeria:

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