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Pisa 3x6 Só Tapa

  • há 3 dias
  • 8 min de leitura

Atualizado: há 1 dia

Pisa abre 2x0, perde controle no segundo tempo e conhece primeira derrota na Copa Playball



A terceira rodada da Copa Playball 2026, Série B, tinha peso de jogo grande. E foi grande mesmo. Talvez até grande demais para o Pisa do segundo tempo.


De um lado, o Pisa, defendendo a liderança do Grupo A, com 6 pontos em duas rodadas. Do outro, o Só Tapa, segundo colocado, com 4 pontos, adversário qualificado, cheio de nomes conhecidos e com elenco forte o suficiente para chegar longe na competição. Era confronto direto, jogo pela parte de cima da tabela e uma oportunidade importante para o Pisa abrir distância de um concorrente real.


Não abriu.


Depois de começar vencendo por 2x0, ir para o intervalo em vantagem por 3x2 e ter o jogo nas mãos em boa parte do primeiro tempo, o Pisa desencaixou, caiu muito de rotação na etapa final e acabou derrotado por 6x3.


Foi a primeira derrota do Pisa na Copa Playball. E foi justa.


A arbitragem não esteve em uma boa manhã. Houve lance questionável em gol adversário, reclamações pontuais e decisões que poderiam ter seguido outro caminho. Mas não cabe usar isso como cortina de fumaça. O Só Tapa mereceu a vitória, principalmente pelo segundo tempo. Foi mais intenso, mais organizado nos momentos decisivos e soube aproveitar as falhas do Pisa.


Dar mérito ao adversário não diminui o Pisa. Pelo contrário. Time grande sabe reconhecer quando o outro lado foi melhor. E hoje, depois do intervalo, foi.


O jogo também serviu para mostrar uma realidade que o Pisa precisa aprender a carregar. Nossas conquistas nos colocaram em evidência. A camisa passou a pesar mais. E isso muda o comportamento de todo mundo ao redor.


Hoje, em uma terceira rodada de fase de grupos, no meio de 14 quadras no Playball Pompéia, a G09 parecia jogo eliminatório. Alambrado cheio, muita gente em volta, bastante torcida e uma quantidade considerável de secadores. Vê se pode. O Pisa foi jogar uma partida de grupo e parecia que tinham vendido ingresso para ver se o elefante tropeçava.


É o fardo de quem ganhou. Quem conquista vira alvo. Quem levanta taça passa a ser o time que todo mundo quer bater. E o elenco cheio de novas caras precisa entender isso rápido. Não dá para entrar em quadra achando que o jogo vai se resolver quando a gente quiser. Do outro lado, sempre vai ter adversário com força máxima, reforço, torcida e motivação extra.


E o Só Tapa veio exatamente assim.


A equipe adversária tem jogadores conhecidos, inclusive nomes que estiveram na final da edição passada contra o Pisa e saíram derrotados, quando vestiam a camisa do Catimba. Ou seja, ninguém ali estava chegando de passeio. Era time cascudo e com jogador que sabe competir.


Para dificultar, o jogo foi às 11h30, com sol forte, quadra pequena e ritmo alto. O Pisa começou bem, mas sentiu o desgaste. E, principalmente, sentiu o momento das trocas. A rotação caiu, o time perdeu encaixe, a comunicação sumiu em lances importantes e o que parecia controlado virou problema.


O início foi ótimo.


Com dois minutos, Denis desarmou o pivô adversário e a bola sobrou para Moreno. Ele encontrou Kauan pelo meio, que deu belo passe para Renatinho caindo pela esquerda. Nosso camisa 7 dominou já tirando do marcador, ajeitou para a canhota e bateu para abrir o placar. Pisa 1x0 Só Tapa.


Renatinho começou muito bem. Mais móvel, intenso, procurando jogo e oferecendo uma referência importante na frente. Foi o melhor jogador do Pisa na partida, mesmo em uma manhã ruim coletivamente.


Aos cinco minutos, veio o segundo. Dé, nosso goleiro, tentou o lançamento e a defesa adversária afastou mal. Na disputa, Renatinho roubou a bola, tabelou com Moreno e bateu rasteiro. A bola ainda tocou no goleiro adversário antes de entrar. Pisa 2x0 Só Tapa.


Renatinho foi destaque em meio ao caos

Dois gols cedo, jogo aparentemente no controle e o Pisa com vantagem importante. Mas o futebol amador tem uma regra não escrita: quando parece calmo demais, alguma coisa errada está sendo preparada nos bastidores.


Aos sete minutos, em um escanteio defensivo, houve discussão, empurra-empurra e um início de confusão. Bola rolando, o Só Tapa quase marcou, mas Moreno salvou em cima da linha. O adversário começava a ensaiar pressão e o jogo dava sinais de que não seria simples.


Aos 15 minutos, o Só Tapa diminuiu. Em cobrança de escanteio, o camisa 11 pegou de primeira e acertou o ângulo. Golaço. Pisa 2x1 Só Tapa.


Mérito do adversário. Bola muito bem batida, sem muita conversa. Daquelas que a gente só olha, lamenta e segue o jogo.


O Pisa respondeu aos 18 minutos. E respondeu com estilo.


Gol de goleiro na Copa Playball!

Dé arriscou do meio da rua e acertou um belo chute. A bola entrou e o Pisa fez 3x1. Golaço do goleiro. Em uma manhã em que o jogo já estava tenso, parecia ser o gol que devolveria tranquilidade ao time.


Parecia.


Porque aos 25 minutos, o Só Tapa descontou novamente. Após tabela na entrada da área, o adversário finalizou forte, à queima-roupa, em cima do Dé. Sem chance de defesa. Pisa 3x2 Só Tapa.


Fomos para o intervalo vencendo, mas com o sinal de alerta ligado.


O primeiro tempo teve bons momentos do Pisa, principalmente no início. Mas também mostrou problemas que depois ficariam mais claros. Na medida em que as substituições começaram, o ritmo caiu. O time perdeu um pouco da agressividade, alguns encaixes se perderam e chances importantes foram desperdiçadas.


Uma delas poderia ter mudado o jogo: Júlio deixou Galhota na cara do gol, mas ele perdeu a passada, tentou o drible e finalizou em cima do goleiro. Em jogo grande, contra adversário forte, esse tipo de chance costuma cobrar juros. E cobrou.


O segundo tempo foi outra partida.


E, para o Pisa, foi uma partida muito ruim.


Logo aos cinco minutos, o Só Tapa empatou. Bola pela direita, o atacante cortou para dentro e bateu no canto do Dé. Pisa 3x3 Só Tapa.


A partir daí, o Pisa ficou irreconhecível. Apático, espaçado, pouco comunicativo e com dificuldades para propor o jogo. As trocas não encaixaram, a reposição ficou lenta, a marcação perdeu referências e o time passou a deixar jogadores livres em zonas perigosas. Contra um adversário motivado, isso é convite para tomar gol.


E o Só Tapa aceitou o convite.


Aos 15 minutos, veio a virada. O Pisa marcava muito mal, sempre dando espaço para um jogador adversário aparecer livre. As vezes até mais. O ala do Só Tapa fez jogada pela esquerda, avançou pelo meio e encontrou um companheiro solto. Ele apenas tocou na saída do Dé. Só Tapa 4x3 Pisa.


Era o retrato do segundo tempo: pouca pressão na bola, cobertura atrasada e adversário encontrando passe por dentro com facilidade.


Aos 19 minutos, veio o lance mais questionado. Renatinho recebeu na entrada da área no campo de defesa e foi empurrado. O árbitro estava próximo, mas mandou o jogo seguir. Na sequência, Dé saiu para tentar abafar, mas o atacante adversário tocou rasteiro e ampliou. Só Tapa 5x3 Pisa.


O lance gerou reclamação, e com razão havia espaço para questionamento. Mas, de novo, não foi esse lance que decidiu o jogo. O Pisa já tinha perdido o controle, já estava desorganizado e já vinha dando campo demais para o adversário.


Logo depois, quase saiu mais um. Júlio veio buscar jogo e tentou driblar dois marcadores na saída de bola. Perdeu a posse, o atacante finalizou e Dé foi buscar no ângulo. Defesaça. Daquelas que impedem o placar de virar uma coisa ainda mais incômoda.


O problema é que o Pisa não se encontrava. E, para complicar, o time chegou à quinta falta. Mais uma infração e o Só Tapa teria direito a shoot out. Ou seja: além de tentar buscar o resultado, o Pisa precisava fazer isso pisando em ovos. E quem pisa em ovos geralmente não pisa forte.


Aos 23 minutos, mais um erro defensivo. O goleiro adversário afastou a bola de forma despretensiosa, um chutão para frente. A bola caiu nas costas da defesa do Pisa, ninguém acompanhou, ninguém marcou, ninguém comunicou. O atacante apareceu livre e tocou na saída do Dé. Só Tapa 6x3 Pisa.


Foi um gol duro de assistir. Não pela qualidade do adversário, mas pela facilidade do lance. Bola longa, defesa parada, atacante livre. Em jogo de Série B, contra time forte, isso não passa ileso.


Nos minutos finais, ainda houve um episódio lamentável fora da bola. Uma provocação vinda da torcida adversária direcionada a Júlio acabou gerando discussão. Em uma quadra de alambrado colado, com times que se encontram quase todo fim de semana no mesmo ambiente, esse tipo de situação precisa ser evitada por todos os lados.


Torcida provoca. Faz parte até certo ponto. Mas há limite. E jogador também precisa ter equilíbrio para não comprar a pilha. O Pisa não pode cair nesse tipo de armadilha. Nossa resposta precisa ser no jogo, na postura e na organização. Hoje, infelizmente, perdemos a cabeça quando já tínhamos perdido o controle da partida.


A confusão escalou, empurrões foram trocados e a arbitragem encerrou o jogo antes do previsto. Não foi um bom fim para ninguém.


Parabéns ao Só Tapa pela vitória. Foi um adversário forte, competitivo e merecedor dos três pontos. Para eles, vencer o Pisa tinha peso. E isso também diz muito sobre onde o Pisa chegou. Na última Copa Amstel, estivemos no mesmo grupo: o Pisa terminou em primeiro, foi campeão e subiu de divisão; o Só Tapa parou ainda na fase de grupos e chegou à Série B pelo Qualify. Natural que, no reencontro, a motivação fosse diferente. Faz parte. Quem levanta taça também vira alvo.


Mas para nós, o recado é outro.


A derrota não apaga o que esse grupo construiu. Não diminui nossos títulos, nossas campanhas anteriores, nossa camisa, nem o início de competição com duas vitórias. Mas ela expõe pontos que precisam ser corrigidos. E rápido.


O Pisa reforçou o elenco para a Série B, mas muitas chegadas também exigem tempo de encaixe. Hoje faltou entrosamento. Faltou comunicação. Faltou entender melhor as características de quem estava em quadra. E faltou, principalmente no segundo tempo, energia coletiva para competir em alto nível.


O time que começou vencendo por 2x0 não pode terminar tomando quatro gols em um tempo e sem marcar nenhum. Não por falta de qualidade. Qualidade tem. Mas qualidade sozinha não sustenta liderança.


Depois do jogo, Kaká, nosso treinador, foi direto no recado: perder para um time reforçado e um dos favoritos da competição não é o fim do mundo, mas serve de alerta. Se o Pisa quer ir longe na Série B, precisa ajustar a rotação, fechar o grupo e competir mais junto. Chegar atrasado, entrar frio e demorar para se conectar ao jogo custa caro. O time virou alvo, todo mundo quer bater o atual campeão, e a resposta precisa vir na postura. A derrota não encerra nada. Mas avisa bastante.


É isso.


Derrota faz parte. Principalmente em campeonato forte. O que não pode fazer parte é perder identidade, perder equilíbrio e deixar de competir junto.


O Pisa ainda está vivo, forte e com grandes chances de classificação no Grupo A. Mas a Série B já deu o recado: aqui, ninguém vai dar nada de graça. Muito menos para o atual campeão da Série C da antiga Copa Amstel.


Que sirva de aprendizado.


Pra cima, Pisa. 🐘🔥



Pisa 3x6 Só Tapa

22/08/2026

Rodada da Copa Amstel 2026 - Série B

Playball Pompéia - G09


Gols do Pisa:

  1. Renatinho (A: Kauan)

  2. Renatinho (A: Moreno)


Cartões do Pisa:

  • Denis (amarelo)

  • JV (amarelo)

  • Júlio (amarelo)

  • Galhota (amarelo)


Craque SoftCut:

  • Renatinho


Oferecimento:

SoftCut - Tábuas de Corte


Galeria:

  • Pisa 3x6 Só Tapa | Copa Playball 2026 - Série B
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