Pisa 5x2 Cau Saad
- há 3 dias
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Pisa sai perdendo por 2x0, vira com autoridade e assume a liderança isolada do Grupo A na Copa Playball

A segunda rodada da Copa Playball – Série B tinha cara de decisão antecipada. E não é exagero de boleiro tentando inflar jogo de fase de grupos.
Pisa e Cau Saad chegaram empatados com 3 pontos, ambos vindo de vitória na estreia. Ao lado deles, também estava o Santo Antônio, que liderava o Grupo A pelo saldo de gols: 8 contra 3 do Pisa e 1 do Cau Saad. Ou seja: confronto direto, adversário na cola e aquele famoso jogo de seis pontos. Vencer significava não apenas somar, mas impedir um concorrente direto de pontuar.
E o Pisa venceu.
Mas, claro, sem antes testar a pressão arterial de todo mundo do banco. Porque se existe um caminho simples, o Pisa às vezes olha, respeita, dá bom dia e escolhe o outro.
Foi uma vitória grande. Daquelas que mostram força de elenco, capacidade de correção durante o jogo e, principalmente, cabeça no lugar para buscar resultado mesmo saindo perdendo por 2x0. No fim, Pisa 5x2 Cau Saad. Virada, liderança isolada e mais três pontos na conta.
O jogo também marcou novas estreias no elenco. Vitinho e Kleber fizeram seus primeiros minutos com a camisa do Pisa na competição, enquanto Sandro assumiu o time integralmente pela primeira vez. E vale abrir o texto já dando moral: Sandro mostrou serviço. Fez boas leituras, corrigiu o time durante a partida, mexeu bem e teve participação direta na virada.
Flávio também esteve na comissão mais uma vez e teve uma participação especial, daquelas que parecem detalhe de bastidor, mas mudam o jogo. Literalmente, neste caso, mudou até a bola.

Apesar de contar com muitos jogadores presentes, o Pisa começou um pouco remendado. Alguns atrasos importantes mexeram no plano inicial: Breno, Kauan, Piu e Denis chegaram depois, e isso obrigou Sandro a improvisar na saída. Jhon começou debaixo da baliza, enquanto Vitinho e Pina formaram a linha defensiva.
O problema é que Vitinho e Pina têm características muito parecidas, ambos com perfil mais de último homem. Contra um adversário que não saía tanto para jogar, essa composição deixou o time mais pesado na construção e com menos encaixe para fazer a bola circular desde trás. Com muitos jogadores novos ainda buscando entrosamento, o início foi duro.
E ficou pior logo no primeiro minuto.
Vitinho cometeu falta perto da área. Na cobrança, a barreira não ficou bem postada, a bola passou e entrou. Cau Saad 1x0 Pisa.
Um gol cedo, de bola parada, em um jogo de seis pontos. Péssimo começo. Daqueles que fazem o banco olhar para a quadra e pensar: “bom, pelo menos ainda tem bastante tempo para a gente arrumar essa bagunça”.
Os primeiros 15 minutos foram complicados. Faltava entrosamento, as características em quadra não ajudavam e o Pisa não conseguia colocar ordem suficiente para botar a bola no chão e encurralar o Cau Saad. A equipe até tinha mais posse e tentava controlar a partida, mas esbarrava na falta de dinâmica, na ansiedade e em uma bola que não ajudava em nada.
Sim, a bola também entra na súmula moral desse jogo.
A partida começou com uma bola fornecida pelo adversário. E era uma bola ruim para o tipo de jogo que o Pisa precisava fazer. Quicava demais, dificultava o domínio e atrapalhava um time mais técnico, que precisava acelerar passes curtos, girar a posse e encontrar espaços contra um adversário retraído. Para quem queria colocar a bola no chão, parecia que a bola queria jogar basquete.
O Cau Saad montou um ferrolho. Linha baixa, bastante gente atrás da bola e muita disposição para bloquear. O Pisa controlava, mas não infiltrava. Quando conseguia finalizar, a bola parava em algum corpo na frente ou no goleiro adversário, que começava a crescer no jogo com boas defesas.
Aos 15 minutos, Sandro pediu tempo técnico. E mexeu.

Breno entrou no lugar de Pina, Piu assumiu o gol no lugar de Jhon, e o Pisa passou a ter mais capacidade para iniciar jogadas com qualidade. Era preciso rodar a bola com mais velocidade, tirar o adversário do lugar e aumentar a pressão sem perder organização.
As mudanças surtiram efeito.
O Pisa soltou mais o time e passou a encurralar o Cau Saad no campo defensivo. A partir daí, foi bombardeio. Chute de um lado, chute do outro, rebote, bola travada, goleiro defendendo, defensor se jogando na frente. O Cau Saad virou uma parede rosa - literalmente, pela cor do uniforme - e o Pisa chutava, chutava, chutava… e batia em alguém.
Era volume, mas ainda sem gol. E quando a bola não entra, a ansiedade começa a bater na porta. O Pisa era melhor, tinha mais jogo, mais presença ofensiva, mais controle, mas ainda não conseguia transformar isso no placar.
E aí veio o segundo golpe.
No fim do primeiro tempo, nova falta na entrada da área do Pisa, praticamente no mesmo lugar do primeiro gol sofrido. O atacante do Cau Saad bateu, Piu rebateu e, no rebote, o adversário marcou.
Cau Saad 2x0.
Intervalo. Pisa perdendo por dois gols.
Resultado ruim, mas jogo longe de estar perdido. A sensação era clara: o Pisa jogava mais, mas precisava ajustar detalhes, ter calma e parar de oferecer atalhos para o adversário. Só que, além dos ajustes táticos, havia um ponto prático que começou a ganhar força ainda no primeiro tempo.
A bola.
Desde a metade da etapa inicial, Flávio já orientava o time e a comissão sobre isso. A bola em jogo não favorecia o Pisa. Quicava demais, dificultava o domínio e atrapalhava exatamente o que o time precisava fazer: rodar curto, acelerar a posse e desgastar um adversário muito fechado em quadra curta.
No intervalo, Flávio cantou a jogada:
“Agora a gente vai trocar essa bola. O campo está curto e a bola que colocaram pro jogo é muito viva. Troquem a bola, podem confiar! Se sair gol é vocês que vão me pagar cerveja hoje."
A promessa foi feita. A bola foi trocada. A cerveja entrou em regime de cobrança futura.
E bora para o segundo tempo, agora com uma bola decente.
Mas como nada no Pisa pode começar normal, o time voltou para a quadra com um jogador a menos. Sim. Em plena tentativa de reação, perdendo de 2x0, o Pisa jogou praticamente um minuto com apenas cinco na linha. Moreno ficou sentado por entender uma orientação errada e ninguém percebeu de imediato que faltava gente em quadra.
Quase sofremos um gol nesse período. Seria um feito muito Pisa: voltar do intervalo com a solução, mas esquecer um jogador no banco. Felizmente, a situação foi percebida, o time completou a formação e voltou ao jogo com seis na linha.
A partir daí, começou a virada.
Com dois minutos do segundo tempo, escanteio pela direita. Kauan cobrou na cabeça de Kleber, que apareceu bem para marcar. Gol de estreante. Cau Saad 2x1 Pisa.
A bola nova já tinha começado a trabalhar. E o Pisa também.
Um minuto depois, o empate. Kleber dominou pelo meio e achou Déto livre. Déto finalizou e colocou tudo igual. Cau Saad 2x2 Pisa.
Em três minutos, o Pisa apagou a desvantagem que carregava desde o primeiro tempo. A troca da bola fez diferença, sim. Mas não foi só isso. Sandro também teve mérito enorme na reorganização da equipe. As trocas deram mais mobilidade, mais circulação e mais paciência para desmontar o ferrolho adversário.
Com a entrada de Kauan no lugar de Breno, o Pisa manteve a mobilidade e passou a rodar melhor a bola. Contra um time fechado e um goleiro inspirado, não adiantava entrar em desespero. Era preciso circular, atrair, mudar o lado, acelerar no momento certo. E o jogo finalmente encaixou.
Aos 13 minutos, veio a virada.
Kauan recebeu pelo meio e construiu uma linda jogada em tabela com Renatinho. Nosso camisa 7, que entrou muito bem na partida, serviu Kauan com precisão. Kauan saiu na frente do goleiro e tocou para virar o placar. Pisa 3x2 Cau Saad.
A virada era mais do que o gol. Era uma confirmação de que o Pisa tinha encontrado o caminho do jogo.
A partir dali, o Cau Saad sentiu. O time que tinha passado boa parte da partida confortável no ferrolho agora precisava sair. E quando saiu, encontrou um Pisa mais leve, mais entrosado e com mais gente jogando entrelinhas.
Déto, Kauan e Kleber começaram a flutuar muito no setor ofensivo. A movimentação confundia a marcação, abria espaços e fazia o adversário correr atrás da bola. Renatinho também foi fundamental. Mesmo sem termos um pivô de origem em campo, ele cumpriu muito bem a função: aproximou, fez parede, criou tabela e ajudou a organizar a posse por dentro.
Aos 19 minutos, mais uma trama entre Kauan e Déto. Kauan recebeu pela direita, Déto infiltrou pelo meio e apareceu em ótima condição para finalizar na saída do goleiro. Pisa 4x2.
O quarto gol praticamente quebrou o Cau Saad. A equipe adversária, que já vinha se segurando, passou a ter ainda mais dificuldade para acompanhar a circulação do Pisa. O jogo, que no primeiro tempo parecia travado e irritante, agora era controlado pela equipe vinho e laranja.
Aos 22 minutos, veio a pá de cal.
Bola longa para Déto pela esquerda. Ele fez um domínio difícil, daqueles que parecem simples só para quem está vendo de fora com a barriga cheia e sem marcador fungando no cangote. Déto ajeitou e encontrou Kleber infiltrando pelo meio. Kleber tocou para Renatinho, no pé da trave, completar para o gol.
Pisa 5x2 Cau Saad.
Linda jogada. Gol coletivo. E fim de papo.
Nos minutos finais, coube ao Pisa gastar a bola e controlar o relógio. Com o resultado na mão, o Cau Saad precisou sair um pouco mais para o jogo, mas já era tarde. O Pisa estava sobrando na partida, sem dar brecha, sem entrar em pilha e ainda criando chances para ampliar.
Fim de jogo: Pisa 5x2 Cau Saad.
Uma vitória enorme. Pela tabela, pelo contexto e pela forma como foi construída.
Sair perdendo por 2x0 em jogo de seis pontos não é pouca coisa. Virar para 5x2 mostra força, elenco, leitura de jogo e maturidade. O primeiro tempo foi ruim no placar e travado na execução. O segundo tempo foi resposta de time que soube corrigir, competir e jogar bola.
Mérito do Sandro, que assumiu o time integralmente pela primeira vez e mostrou leitura nas trocas. Mérito do Flávio, que percebeu um detalhe importante, bancou a troca da bola e viu a previsão virar placar em três minutos. Mérito do elenco, que não se desesperou, comprou os ajustes e foi buscar uma virada fundamental.
E com a derrota do Santo Antônio na rodada, o resultado ficou ainda maior: o Pisa assume a liderança isolada do Grupo A da Copa Playball – Série B.
Campeonato novo, divisão nova, dificuldade maior.
E o Pisa largou com duas vitórias em dois jogos.

Pra cima, Pisa! 🐘🔥
Pisa 5x2 Cau Saad
15/08/2026
2ª Rodada da Copa Amstel 2026 - Série B
Playball Pompéia - G09
Gols do Pisa:
Kleber (A: Kauan)
Déto (A: Kleber)
Kauan (A: Renatinho)
Déto (A: Kauan)
Renatinho (A: Kleber)
Cartões do Pisa:
Não houve
Craque SoftCut:
Déto
Oferecimento:
Galeria:
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