Esquentando os motores
- 14 de jan. de 2023
- 3 min de leitura
2023 - Depois de fechar 2022 com jogo de campo, juiz da federação e fotógrafo profissional, o Pisa entrou em 2023 achando que já dava para subir mais um degrau. E, pela primeira vez, começou a se preparar para competir de verdade.

Se 2022 terminou em grande estilo, 2023 já começou no embalo.
O jogo de campo de fim de ano tinha dado certo, a galera comprou a ideia, o grupo estava forte e aquele clima de “dá pra fazer mais” começou a tomar conta. Então veio o próximo passo natural para um time amador organizado, empolgado e levemente iludido: entrar em uma competição.
Até então, o Pisa jogava futsal havia praticamente 10 anos. Era a nossa casa, nosso ambiente, nosso caos conhecido. O problema é que as competições mais interessantes, mais bem organizadas e com mais cara de torneio sério geralmente aconteciam no society.
E aí começava o desafio.
Porque sair do salão para o society não é só mudar de quadra. É praticamente aprender outro esporte. Mais espaço, mais campo para cobrir, outra dinâmica, outra forma de marcar, outra relação com a bola e, principalmente, mais gente na linha para tentar organizar sem que tudo vire um cada um por si com uniforme combinando.
No nosso caso, o salto era ainda maior: jogar com 6 na linha.
Então montamos uma espécie de seleção do Pisa, convidamos algumas pessoas de fora e começamos a treinar fora do horário tradicional do futsal. A ideia era ganhar entrosamento, entender o novo jogo e adaptar o time para uma realidade completamente diferente daquela que estávamos acostumados.

Os primeiros testes aconteceram em horários de times parceiros, como o Sosifu e o Panela Verde. Eram jogos adaptados, normalmente com 5 na linha, mas já serviam para sentir o ritmo, ajustar posicionamento e entender quem conseguiria transferir o futebol do salão para o society sem entrar em colapso depois de três arrancadas.
E, para nossa surpresa controlada, deu bom.
O time mostrou empenho, organização e bons resultados. Conseguimos encaixar um espírito coletivo interessante, com marcação forte, solidariedade e disposição para competir. Não era só juntar os melhores nomes e torcer para dar certo. Existia uma ideia de jogo começando a nascer.
Mas, por mais que esses primeiros testes tenham sido importantes, ainda eram adaptações.
Por isso, consideramos que a estreia de verdade do Pisa no futebol de 7 aconteceu no dia 04/01/2023, em um amistoso contra o Cem Talento, time do Tsuba. Vitória do Pisa por 13x10.
Ali, sim, começava uma nova fase.
O Pisa saía do conforto do futsal e começava a se entender no campo society, com mais espaço, mais leitura de jogo e mais responsabilidade coletiva. Era o primeiro passo real para o time que, pouco tempo depois, encararia sua primeira competição.
E a preparação não parou por aí.
No dia 25/01/2023, participamos do nosso primeiro festival. Não foi exatamente com elenco ideal. Muitas peças foram chamadas em cima da hora, outras vieram do nosso jogo da semana e a montagem do grupo teve aquele toque clássico do futebol amador: planejamento, improviso e fé.
A ideia principal não era necessariamente vencer.
Era começar a encarnar o espírito de competição, entender o ambiente, sentir o formato, lidar com arbitragem, pressão, mata-mata, pênaltis e tudo aquilo que separa um jogo comum de uma disputa valendo alguma coisa.
Um dos momentos marcantes foi o gol do Danilo, em partida que terminou empatada em 4x4 contra o time Amigos do Fut.
Nos pênaltis, acabamos derrotados por 3x2.
Mas tudo bem.
Aquele começo não era sobre levantar taça. Era sobre aprender, ajustar, competir e entender onde estávamos pisando.
O Pisa estava esquentando os motores.
E, pela primeira vez, começava a olhar para o society não como passeio, mas como caminho.







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