Pisa 13x10 Cem Talento
- 14 de jan. de 2023
- 3 min de leitura
Rivalidade que nasceu dentro de casa: a vitória que acendeu o Pisa nas competições

Se existe um amistoso que merece ser registrado como marco, é esse.
No dia 14/01/2023, no Playball Pompéia, o Pisa entrou em quadra para o que foi, de fato, o primeiro amistoso da nova era: a fase pré-primeiro-campeonato. Até então, o Pisa era muito mais rachão e jogo informal — aqueles encontros pontuais, sem árbitro, sem obrigação, às vezes até contra times que nem nome tinham. O uniforme tinha sido feito em 2015, mas a verdade é que a gente quase nunca ia pro jogo.
Só que 2023 era diferente. Depois do evento de 10 anos do Pisa, em abril de 2022, a vontade virou plano. Planejamos um semestre inteiro e começamos o ano com um objetivo claro: entrar em competição. E, antes da Copa Amstel começar (em fevereiro), a gente precisava de um jogo com cara de jogo. E ele veio… logo com tempero de rivalidade caseira.
Do outro lado estava o Cem Talento, time montado pelo Tsuba — figura antiga do Pisa e frequentador assíduo dos rachões de futsal. Quando o Pisa decidiu se organizar para disputar a Copa Amstel, o Tsuba pulou fora e montou o Cem Talento com a galera da academia. Ou seja: ao invés de juntar, a gente criou dois times praticamente ao mesmo tempo e decidiu medir força. Rivalidade e, ao mesmo tempo, aquela burrice clássica do futebol amador: “vamos rachar e deixar todo mundo mais fraco”.
E pra piorar (ou melhorar, pra história), teve a novela do Zizao. Ele era jogador do Pisa nos rachões e nos testes informais — mas não deu liga. Queria o time jogando pra ele o tempo todo e não queria obrigação defensiva. O Pisa jogava melhor sem ele. Até aí, vida que segue. Só que ele já tinha pago a inscrição da Copa Amstel, quis cancelar e pediu o dinheiro de volta, o que viraria dor de cabeça porque o valor era rateado. Depois de muito desgaste, surgiu a solução: Schumi topou entrar no lugar dele, e assim conseguimos devolver o dinheiro.
Aí vem o capítulo que fez a raiva virar combustível: no dia do amistoso, o Zizao apareceu… só que do outro lado, pelo Cem Talento, sem avisar ninguém. E ainda com inscrição paga por lá. A narrativa de “tô sem grana” virou fumaça na hora. E o jogo ganhou um ingrediente extra: era amistoso, mas parecia cobrança de aluguel atrasado.
O Pisa entrou em quadra com aquela escalação que só o começo de projeto entrega: uma mistura de rachão, amigos, indicações, reforço de última hora e personagens folclóricos. Tinha Manki trazendo os estreantes Zen e Léo, Hitiro (vindo do Sosifu e já ficando), as lendas folclóricas Magno e Zebra, Flavio, Budoya, Gabriel, Zuculin... e o Schumi chegando no improviso… e por aí vai. Era o Pisa em modo “primeira tentativa séria”.
Em campo, foi o que dá pra imaginar: society fut 7 para um time que vinha do futsal. Resultado? Adaptação, correria, pouco posicionamento, muita bola longa, muita disputa e um placar de videogame. E pra completar, dois goleiros “do Pisa” em lados opostos: Tsuba no Cem Talento e Magno do nosso lado. Talvez isso explique um jogo com 23 gols. Foi uma trocação sem freio, com muita correria e zero pacto com a defesa.
A gente não lembra a lista completa de gols, mas lembra o que importa: Pisa 13x10 Cem Talento. Vitória no primeiro amistoso da era competição. E, sim, teve muito pontapé e muita dividida — especialmente em cima do “jogador misterioso” do outro lado. O futebol pode até ser desorganizado no começo, mas a vontade de competir já estava ali.
No fim, esse jogo foi mais do que um placar. Foi o pontapé inicial da nossa fase em campeonatos: o momento em que o Pisa parou de ser só rachão e começou a virar time de competição.
Pisa 13x10 Cem Talento
14/10/2023
Amistoso
Playball Pompéia - G06







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