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O primeiro acordo de naming rights da nossa história - e talvez do futebol amador

  • 24 de jun. de 2024
  • 3 min de leitura

2024 - O Pisa já tinha Ranking, rachão, resenha, estatística e jogador tratando rodada de quinta-feira como se fosse final continental. Em 2024, veio o passo seguinte: vender o naming rights da nossa competição interna. Porque aparentemente a gente decidiu brincar de clube organizado.


Logo da Liga Pisa Prato Sete

No dia 24/06/2024, o Pisa não apenas escreveu mais um capítulo importante da sua história.


Inaugurou um livro novo.


Nosso famoso Ranking, aquele sistema de disputa interna que organiza os rachões, alimenta rivalidades saudáveis e faz gente adulta acompanhar média de vitórias com uma seriedade preocupante, evoluiu para outro patamar.


Nascia oficialmente a Liga Pisa Prato Sete.


O nome veio graças ao patrocínio do tradicional restaurante Prato Sete, um ícone da região da Pompeia e parte importante da nossa história por meio do Gabriel Martins, integrante fundamental do Pisa desde os primeiros anos.


E convenhamos: isso é um marco raro no futebol amador.


Um time que organiza rachão toda semana já merece certo respeito. Um time que tem sistema interno, pontuação, critérios, estatísticas atualizadas e classificação disponível na internet já começa a levantar suspeitas de que alguém tem tempo livre demais.


Agora, um time que vende naming rights do próprio rachão?


Aí já é outro nível de delírio administrativo.


Mas foi exatamente isso que aconteceu.


O Ranking, que por anos serviu para organizar a disputa interna, incentivar presença, premiar boa conduta e transformar jogos recreativos em pequenas batalhas por pontos, virou uma Liga. E uma Liga com patrocinador no nome.


Não era pouca coisa.


A Liga Pisa Prato Sete representava mais do que uma mudança de identidade. Ela mostrava o quanto o Pisa tinha evoluído como projeto. O que nasceu como futebol entre amigos, passou por hiatos, improvisos, quadras ruins, pandemia, despejo e muita cobrança no WhatsApp, agora tinha organização suficiente para atrair uma marca parceira para batizar sua competição interna.


Mais do que um novo nome, era uma validação.


O Prato Sete acreditou na ideia, no alcance da comunidade e na força da manada. E isso reforçou algo que já vinha ficando claro: o Pisa não era apenas um grupo que jogava bola. Era uma comunidade ativa, com história, rotina, conteúdo, competição, loja, patrocinadores e uma identidade cada vez mais forte.


Agora, os jogadores não disputavam apenas o título simbólico de “vencedor do Ranking”.


Disputavam a Liga Pisa Prato Sete.


O que, sejamos honestos, soa bem mais importante na hora de se gabar no grupo depois de uma quinta-feira em que o sujeito deu dois passes certos, perdeu três gols e ainda saiu achando que foi decisivo.


Essa parceria também trouxe mais responsabilidade. Se antes a competição interna já tinha seus dramas, provocações e cobranças, agora havia uma marca associada, uma entrega mais formal e um cuidado ainda maior com a organização.


Para o Pisa, era mais um sinal de crescimento.


Para o futebol amador, talvez um pequeno absurdo pioneiro.


E para quem acompanhava de fora, ficava a pergunta natural: que tipo de time vende naming rights de rachão?


A resposta era simples.


O Pisa.


Fica aqui o agradecimento ao Prato Sete pela confiança e por caminhar ao nosso lado nessa jornada.


Se 2024 já vinha recheado de conquistas, emoções e capítulos importantes, a Liga Pisa Prato Sete foi mais uma prova de que a manada seguia evoluindo.


Com fome de gol.


E, agora, também com patrocínio no nome.



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