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A pisada foi tão forte que o adversário pediu arrego

  • 26 de out. de 2024
  • 3 min de leitura

Atualizado: 14 de mai.

2024 - Se o 16x1 já parecia absurdo, o Pisa resolveu testar os limites do bom senso algumas semanas depois. No dia 26/10/2024, a manada marcou 22 gols, entrou para a história da Liga Chuteira de Ouro e viu o adversário pedir o fim do jogo antes do apito final.



Se a goleada por 16x1 contra o Full Clubismo já tinha sido algo impressionante, o dia 26/10/2024 mostrou que o Pisa ainda guardava um capítulo mais inacreditável.


Na quinta rodada da XIV Copa Estrelato, no Playball Pompéia, enfrentamos o Alcoolatras pela Liga Chuteira de Ouro.


O que era para ser mais uma partida da fase de grupos virou a maior goleada da história do Pisa.


E, segundo o pessoal do Chuteira de Ouro, também a maior goleada da história da competição.


Pisa 22x1 Alcoolatras.


Sim. Vinte e dois.


Foi tanta bola na rede que, em algum momento, a partida deixou de parecer jogo e começou a virar evento estatístico. A cada ataque, o Pisa encontrava espaço. A cada troca de passes, surgia uma chance clara. A cada finalização, o placar parecia pedir outra linha no quadro.


E tudo isso sem entrar em clima de deboche.


Kuminha deixou o dele
Kuminha deixou o dele

O time jogou sério.


Com intensidade, foco e postura de competição. A bola circulava rápido, as jogadas encaixavam e o Pisa manteve o ritmo como se o jogo ainda estivesse em aberto. Porque no futebol, especialmente em campeonato, respeito também é competir até o fim.


Só que o placar foi ficando cada vez mais pesado.


Zen, Rapha, Renatinho e Juninho puxaram a fila de uma atuação ofensiva brutal. Thom, Kuminha e Viny também deixaram os seus. O Pisa atacava em ondas, marcava alto, recuperava rápido e parecia jogar no modo fácil — embora a gente saiba muito bem que, no futebol amador, basta um sujeito errar domínio sozinho para o modo fácil virar tragédia em três segundos.


Dessa vez, não virou.


A estratégia do treinador Kaká também ajudou a manter o time ligado. Para evitar acomodação, ele propôs uma competição interna entre dois grupos que se revezavam contra o Alcoolatras. Quem marcasse mais gols ganharia um fardinho de Guará Viton.


Motivação tática? Talvez.


Psicologia esportiva de alto rendimento? Provavelmente não.


Funcionou? Bastante.


O Pisa seguiu pressionando, criando e marcando. O adversário, por outro lado, foi ficando sem resposta. O goleiro deles merece registro pela paciência e pela persistência, porque não é qualquer um que aguenta uma tarde dessas e ainda permanece de pé.


Mas quando o placar chegou ao 22º gol, o clima mudou.


A quadra, que antes acompanhava a goleada com espanto e resenha, começou a perceber que a coisa tinha passado do ponto comum de uma partida. Já não era apenas vitória elástica. Era um daqueles jogos que entram para a memória coletiva de quem estava lá.


E então, aos 14 minutos do segundo tempo, veio o momento mais improvável.


O capitão do Alcoolatras foi até a arbitragem e pediu o fim da partida.


Não dava mais.


O adversário pediu arrego.


O jogo foi encerrado antes do apito final, e o Playball inteiro entendeu que tinha acabado de testemunhar algo raro. Não era só a maior goleada da história do Pisa. Era uma goleada tão grande que nem teve tempo regulamentar completo.


Ficou a pergunta inevitável:


Quanto teria terminado se o jogo fosse até o fim?


Nunca saberemos.


Talvez seja melhor assim.


O fato é que, naquele dia, o Pisa entrou para a história da competição e escreveu um capítulo que parece exagero até quando contado com calma. Foram 22 gols, uma atuação coletiva dominante, um adversário que não suportou o peso do placar e uma manada que pisou forte demais.


Com respeito.


Com seriedade.


Mas forte demais.




Ou clique aqui para ler a matéria dessa partida histórica no site do Chuteira de Ouro.



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