A maior goleada da história tem nome e sobrenome: Pisa Calcio
- 28 de out. de 2023
- 2 min de leitura
2023 - Em território novo, campeonato novo e formato novo, o Pisa entrou como Pisa Calcio e saiu com um recado claro: o projeto que começou por acaso em 2012 estava finalmente mostrando força em competição.
O dia 28/10/2023 marcou mais um “primeiro passo” importante na história do Pisa.
Depois de anos construindo tudo aos poucos — desde aquele grupo que nasceu quase por acaso no CDM Mauro Bezerra Pinheiro, passou por hiatos, mudanças de quadra, retomadas, primeira competição, derrotas, aprendizados e muita tentativa de organizar o inorganizável — o Pisa chegava a mais um território novo.
Era a estreia na FIF6 Club World Cup, nosso primeiro campeonato disputado fora do Playball Pompéia. Desta vez, o destino era a Arena Inter, na Zona Leste.
Território novo, deslocamento grande, rotina diferente e mais uma adaptação importante: agora jogando com 6 jogadores em campo.
Para um time que ainda estava aprendendo a competir de verdade, era mais um teste. Só que, dessa vez, o Pisa não apenas competiu.
Passou por cima.
A competição tinha um detalhe especial: por regulamento, os times representavam países ou precisavam ter algum vínculo com eles. Como Flavio, jogador e presida do Pisa, é cidadão italiano, entramos como Pisa Calcio, representando a Itália. Uma exceção para entrar na brincadeira.
Do outro lado estava o Portuga, naturalmente representando Portugal.
E o que aconteceu em quadra foi simples, direto e histórico:
Pisa Calcio 11x0 Portuga.
A maior goleada da história do Pisa até aquele momento.
E com a meta limpa.
Mais do que o placar, aquele jogo teve peso simbólico. Não era apenas uma vitória elástica em uma competição nova. Era a confirmação de que o Pisa começava a colher frutos de tudo que vinha construindo.
O time que por muitos anos lutou para manter horário, fechar quórum, pagar aluguel, sobreviver a pausas, trocar de quadra, reconstruir grupo e entender o ambiente competitivo agora vencia por 11 gols em um campeonato fora da sua zona de conforto.
E vencia com postura.
Com foco.
Com cara de time.
Para quem acompanhou a caminhada desde 2012, aquele resultado tinha outro tamanho. Era como se todos os perrengues anteriores ajudassem a explicar aquele momento: os tropeços, as derrotas, as tentativas frustradas, os recomeços e a insistência de manter o projeto vivo mesmo quando parecia mais fácil deixar morrer.
Naquele dia, o Pisa deu um sinal claro de evolução.
Não era mais só um grupo que se reunia para jogar. Também não era apenas uma boa resenha com uniforme bonito e grupo de WhatsApp ativo, embora isso tudo continuasse existindo, claro.
O Pisa começava a virar um time competitivo.
A goleada por 11x0 abriu a campanha com autoridade. Foi uma estreia perfeita: placar histórico, liderança do grupo e a sensação de que o caminho escolhido fazia sentido.
Depois de tanto tempo pisando em falso, o projeto começava a pisar firme.
E naquele dia, na Arena Inter, ninguém pisou mais forte que a gente.







Comentários