Nova era
- 5 de jan. de 2021
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2021 - Depois da pandemia, da bagunça administrativa e de um despejo que até hoje parece roteiro ruim de série nacional, o Pisa precisava recomeçar. E recomeçou forte.

Com a desintoxicação feita, Flavio de volta ao comando e o cenário da pandemia começando a ficar mais controlado, o segundo semestre de 2021 marcou um novo capítulo na história do Pisa.
E não foi qualquer capítulo.
Depois de tanto tempo parado, de tanta incerteza e de algumas decisões que mereciam ser arquivadas numa pasta chamada “nunca mais”, o futebol voltou com uma força que talvez nem a gente esperasse.
Aos poucos, os vacinados começaram a retornar. Diego Zuculin e Christiano Biagio foram alguns dos nomes que voltaram nesse período, ajudando a reconstruir o grupo dentro de quadra e também fora dela. Junto deles, novos jogadores passaram a aparecer com frequência, fortaleceram o elenco e, com o tempo, até garantiram espaço no hall de jogadores notáveis do Pisa.
Claudião, Marquinho, Diogo, Thiago, Cuiabá, Cueva e outros nomes chegaram para dar corpo, qualidade e presença ao grupo.
Mas esse recomeço também teve muita gente antiga segurando a bronca.
Léo, Fernando, Zebra, Magno e Tsuba estiveram entre aqueles que mantiveram o futebol vivo nas primeiras semanas, muitas vezes em jogos com apenas 10 jogadores. Era aquele cenário clássico: pouca gente, perna pesando, goleiro improvisado e todo mundo fingindo que estava tudo sob controle.
Não estava.
Mas estava voltando.
E isso já era muita coisa.
O Pisa é resenha pura, claro. A gente zoa, reclama, inventa ranking, cobra mensalidade, discute time e ainda acha tempo para criar crise onde não precisa. Mas, de vez em quando, também cabe um pouco de sentimentalismo.
E, na moral, foi uma alegria enorme reunir todo mundo de novo depois de tanto tempo.
O que começou com jogos apertados, quórum no limite e muita reconstrução virou uma fase de jogos lotados, cinco times por noite, pelo menos dois goleiros fixos e fila de espera para participar. Para quem já tinha vivido hiato, baixa frequência, caixa apertado e futebol quase morrendo mais de uma vez, aquilo parecia outro patamar.
Era organização, presença, competitividade e resenha no mesmo pacote.
O tão sonhado auge finalmente havia chegado.
E, dessa vez, com a manada inteira em campo.







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