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Pandemia

  • 1 de jan. de 2020
  • 2 min de leitura

2020 - Quando o mundo parou, o Pisa também parou. Mas como a resenha não respeita nem crise sanitária, a gente deu um jeito de levar a bagunça para o videogame.


Ficou parecido, vai!
Ficou parecido, vai!

2020 foi um ano safado.


De repente, estava todo mundo dentro de casa, usando máscara, acompanhando notícia ruim e tentando se proteger do pior por conta da pandemia de Covid-19. Futebol, churrasco, resenha depois do jogo e aquele sofrimento semanal para fechar quórum ficaram em pausa.


O que restou foi jogar videogame.


E, claro, a gente não conseguiu fazer isso de um jeito normal.


Montamos o time do Pisa no PES/E-Football, com uniforme, escudo igual ao do time e até rostos personalizados dos jogadores. Ficou parecido demais. Em alguns casos, talvez até melhor que a realidade — o que também não era uma missão tão difícil assim.


No segundo semestre, as coisas começaram a flexibilizar um pouco. Aos poucos, algumas atividades foram sendo retomadas no país e muita gente que jogava por aí acabou parando. Com isso, a disponibilidade de horários em quadras também aumentou.


Foi nesse cenário que o Alvi-Verde nos procurou com a possibilidade de voltarmos a jogar às quintas-feiras, no tradicional horário das 21h.


A oportunidade apareceu, a convocação foi rápida, novos jogadores chegaram e a demanda represada ajudou. Depois de tanto tempo parado, todo mundo queria voltar a correr atrás da bola, mesmo que alguns parecessem correr atrás dela com o freio de mão puxado.


As atividades foram retomadas. Dessa vez, porém, com um novo ponto focal na liderança — e vamos fazer aqui um esforço enorme para não mencionar o nome. Até porque este é um capítulo histórico, não um boletim de ocorrência.


No começo, a volta até funcionou. Os jogos eram bons, muitas vezes com mais de 20 pessoas, e parecia que o Pisa poderia encontrar novamente uma rotina.


Mas durou até fevereiro de 2021, mais ou menos.


Infelizmente, o cenário da pandemia voltou a piorar e as atividades esportivas recreativas precisaram ser suspensas novamente em todo o país. O futebol parou outra vez.


E aí veio a parte que nem o E-Football conseguiria simular direito.


Com uma gestão desastrosa dessa nova liderança, conseguimos a proeza de ser despejados do Alvi-Verde por falta de pagamento do aluguel, mesmo com arrecadação suficiente e caixa em dia. Sim, é isso mesmo. Fomos despejados mesmo com o presidente do clube sendo pai de gente que jogava no Pisa.


Surreal é pouco.


Daria para tentar passar um pano e dizer que “essas coisas acontecem”. Mas, na boa, não era o caso. Quando aparecem prejuízos, versões mal contadas e uma condução incompatível com qualquer responsabilidade mínima, não tem muito o que romantizar.


A situação foi encerrada, a palhaçada acabou e o Pisa seguiu em frente.


A pandemia já tinha sido pesada o suficiente.


Não precisava ainda transformar administração de futebol amador em teste de paciência coletiva.

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