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De volta ao Alvi-Verde

  • 4 de jan. de 2018
  • 2 min de leitura

2018 - O Pisa estava em pausa, mas ninguém tinha enterrado o futebol. Bastava um jogo esporádico, uma resenha depois da bola e pronto: alguém soltava o inevitável “precisamos voltar”.


De volta ao nosso quintal
De volta ao nosso quintal

Durante o período de hiato, os jogos esporádicos e as confraternizações mantiveram o grupo vivo. Não havia horário fixo, calendário ou compromisso semanal, mas a vontade de retomar o Pisa aparecia com frequência.


Era quase roteiro obrigatório. Bastava reunir a galera, rolar uma bola, abrir a resenha e alguém mandava:


“Precisamos voltar com o Pisa.”


Vontade, de fato, nunca faltou. O problema era transformar essa vontade em rotina. Alguém precisava puxar a organização de maneira definitiva, entender disponibilidade, procurar quadra, negociar horário e assumir toda aquela parte maravilhosa do futebol amador que ninguém vê: cobrança, confirmação, lista, ausência, desculpa ruim e gente perguntando “tem vaga?” cinco minutos antes do jogo.


Para completar, Flavio estava fazendo intercâmbio, o que dificultava ainda mais qualquer tentativa de retomada mais estruturada.


Quando ele voltou, começaram algumas movimentações para entender quem ainda estava disposto a jogar, quais dias funcionavam melhor e se era possível reunir novamente a base do grupo. Sempre ele.

O lado bom é que o Pisa nunca tinha se desfeito de verdade. A turma seguia unida, a resenha continuava forte e a vontade de voltar ainda estava ali.


O lado ruim é que encontrar bons horários em quadras da região era praticamente impossível. Todo mundo queria jogar, mas ninguém tinha horário disponível. E quando aparecia alguma coisa, normalmente era em dia ruim, horário ingrato ou valor que fazia o caixa pedir demissão antes mesmo da primeira mensalidade.


Não foi fácil.


Depois de muita procura e espera em listas de diversas quadras, finalmente apareceu uma oportunidade conhecida: quinta-feira, às 21h, no Alvi-Verde.


Era o retorno para uma casa que já fazia parte da nossa história.


O Pisa voltava ao Alvi-Verde.


E, dessa vez, com dia de semana, horário fixo e aquela esperança perigosa de que agora a coisa ia engrenar.

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