Hiato
- 31 de dez. de 2015
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2016 - Depois de mudanças, horários complicados e caixa apertado, o Pisa entrou em modo pausa. Não era o fim da história. Era só aquele intervalo dramático antes de alguém perguntar: “e se a gente voltasse?”

Viradas de ano nunca são fáceis para o futebol amador. A frequência cai, o quórum vira novela e o caixa, que já não costuma viver seus melhores dias, começa a pedir socorro.
Com o Pisa, não foi diferente.
Janeiro foi complicado. Fevereiro, com feriado para todo lado, nem se fala. A cada semana ficava mais difícil fechar o jogo, manter a arrecadação em dia e justificar o esforço de quem seguia tentando segurar a estrutura de pé.
Quem estava desde o começo começou a precisar aportar dinheiro para manter o futebol funcionando. Só que, sem quórum suficiente, essa conta deixava de fazer sentido. Era como tentar salvar um jogo que, na prática, já não estava mais acontecendo com regularidade.
Então veio a decisão mais racional possível naquele momento: suspender as atividades por tempo indeterminado.
O Pisa entrava em hiato.
Mas, como quase tudo nessa história, a pausa não significou ruptura. O grupo continuou existindo. A resenha seguiu viva. E, vez ou outra, ainda rolavam jogos esporádicos e confraternizações para manter a chama acesa — ou pelo menos a churrasqueira.
Um desses momentos aconteceu no início de 2017 (foto), quando nos reunimos em uma quadra na Rua Doutor Augusto de Miranda, na Pompeia. Depois do jogo, a resenha continuou no Prato Sete, restaurante do Gabriel Martins, outro nome fundamental na manutenção do Pisa ao longo dos anos.
O futebol regular tinha parado.
Mas o grupo, não.
E talvez esse tenha sido o ponto mais importante daquele período: mesmo sem horário fixo, sem calendário e sem aquela rotina semanal, a base continuava ali.
O Pisa estava em pausa.
Mas ainda respirava.







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