De mudança
- 15 de jul. de 2015
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2015 - O Pisa tinha voltado, tinha nome, uniforme e até vitória com camisa nova. Mas ainda faltava uma coisa básica: conseguir terminar o jogo com a luz acesa.

Apesar da proximidade com o Alvi-Verde e de toda a importância do clube nesse recomeço, a relação com o caseiro não era exatamente das melhores.
No final da tarde, a iluminação da quadra já começava a ficar mais fraca. E aí, como se o futebol amador já não tivesse problemas suficientes, o bacana simplesmente ia lá e desligava os refletores do nada.
Sem aviso. Sem negociação. Acabava o jogo e pronto.
Ele tinha a razão dele, mas era difícil lidar.
Com o tempo, essa relação ruim começou a pesar. Além disso, o horário de sábado no meio da tarde também não ajudava muito. Alguns jogadores mais assíduos passaram a faltar, o quórum começou a oscilar e aquele futebol que tinha renascido no Alvi-Verde já dava sinais de que precisava de uma nova solução.
Foi então que o Pisa mudou de casa.
O destino foi a Vila Madalena, na quadra do Colégio Maximiliano Pereira dos Santos - o Max. Continuamos jogando aos sábados, mas em um horário um pouco mais cedo, tentando facilitar a vida da galera e garantir mais presença.
A estrutura não era a mesma. A quadra não era tão boa quanto a do Alvi-Verde e também não tinha vestiário. Ou seja: no quesito conforto, não exatamente uma transferência para a Champions League.
Mas havia pontos positivos.
O aluguel era mais barato, o horário ajudava mais e, principalmente, a região tinha bares por perto. E no futebol amador, sejamos honestos, isso conta quase como centro de treinamento.
No fim, a mudança fazia sentido. O Pisa precisava continuar jogando, precisava manter o grupo vivo e precisava encontrar um lugar onde o jogo não terminasse porque alguém resolveu apagar a luz.
O Alvi-Verde tinha sido importante para o recomeço, mas um momento de lazer não poderia ter animosidade.
Então, naquele momento, era hora de seguir outro caminho.







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