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Cores, escudo e uniforme

  • 12 de mai. de 2015
  • 3 min de leitura

Atualizado: 13 de mai.

2015 - O Pisa já tinha nome. Agora precisava parecer um time de verdade. Foi aí que começaram as discussões sobre cores — porque nada une mais um grupo do que discordar de absolutamente tudo.


O primeiro uniforme
O primeiro uniforme

O Pisa já tinha nome. Agora precisava parecer um time de verdade. Foi aí que começaram as discussões sobre cores, uniforme e escudo — porque aparentemente jogar bola era a parte simples.


Com o grupo mais fechado e o nome definido, chegou aquele momento inevitável na vida de qualquer time: criar um uniforme.


Porque, convenhamos, time que é time precisa de camisa. Sem uniforme, é só rachão com nome bonito e gente gritando no grupo como se estivesse administrando o Real Madrid da Lapa.


A ideia era simples. O problema, como quase sempre, eram as pessoas.


Começaram as discussões sobre as cores. E aí veio o festival de veto. Os palmeirenses não queriam preto. Os corinthianos não queriam verde. Vermelho lembrava o São Paulo, então também não podia. Basicamente, qualquer cor que já tivesse sido usada por algum rival em algum momento da história do futebol mundial estava automaticamente sob investigação.


Vocês não fazem ideia da dor de cabeça.


Depois de semanas de conversa, sugestão, reclamação e muito debate com seriedade incompatível com o nível técnico apresentado em quadra, finalmente surgiu um consenso: usar as cores do Galatasaray, da Turquia.


Vinho e laranja.


O modelo que nos inspirou
O modelo que nos inspirou

A escolha fazia sentido. Poucos clubes usavam laranja, a combinação com o vinho era forte, chamativa e, principalmente, não havia sido vetada por nenhum integrante. O que, naquele contexto, já era quase um milagre administrativo.


Com as cores definidas, veio a próxima missão: transformar aquilo em uniforme. E lá foi Flavio desenhar os modelos, apresentar para o grupo, ajustar, ouvir opinião, filtrar pitaco e tentar chegar em algo que agradasse minimamente todo mundo. Coisa simples, só que não.


Mas faltava uma parte fundamental: o escudo.


Se o Pisa já tinha nome e uniforme encaminhado, precisava também de um símbolo. E, de novo, Flavio assumiu a criação. Com as cores já definidas, a referência escolhida foi a Roma, da Itália. O escudo do Pisa nasceu com uma forma parecida, usando a combinação vinho e laranja como base e trazendo um elemento central que resume muito bem a nossa origem.


Um jogador pisando em um celular.


Não conduzindo a bola. Não fazendo pose heróica. Não levantando troféu. Pisando em um celular.


Nada mais justo.


Afinal, se o nome veio da história do celular pisado, o escudo precisava carregar essa memória. Era o Pisa fazendo aquilo que todo clube sério faz: transformar trauma em identidade visual.


Com uniforme e escudo definidos, o próximo passo era tirar a ideia do papel. E aí entraram em campo dois apoios importantes: o pai do Flavio, dono da Alphacare, empresa de cuidadores, e Diego Zuculin, jogador do grupo e dono da Noc, empresa da área de educação. Os dois ajudaram patrocinando parte da confecção dos uniformes.


Layouts para aprovação
Layouts para aprovação

Aí sim.


O Pisa começava a ganhar cara de time. Tinha nome, tinha cor, tinha escudo e agora teria uniforme.


Ainda faltava muita coisa para virar o clube que conhecemos hoje.


Mas, a partir dali, a resenha já tinha identidade visual.


Faltava só o Flavio ir atrás de um fornecedor e arrecadar o dinheiro de cada jogador...


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