O começo por acaso
- 12 de mai. de 2012
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Atualizado: 13 de mai.
2012 - O Pisa ainda não tinha nome, escudo ou uniforme. Mas já tinha o principal: gente suficiente para começar a bagunça.

Em 2012, antes de existir escudo, uniforme, ranking, patrocinador, crise de quórum e discussão sobre quem esqueceu de pagar o mensal, o Pisa começou do jeito mais honesto possível: por acaso.
Tudo nasceu quando um grupo de amigos, liderado por Leandro Santos e Fernando Funicelli, passou a se reunir às segundas-feiras no CDM Mauro Bezerra Pinheiro, na Lapa de Baixo, para jogar futebol. No início, como acontece em qualquer futebol amador que ainda está tentando descobrir se vai virar rotina ou só mais uma promessa de grupo de WhatsApp, a missão era simples: chamar gente suficiente para fechar o jogo.
Foi nesse contexto que Fernando convidou seu irmão, Flavio, para participar das partidas. Flavio apareceu algumas vezes, gostou da ideia e logo começou a trazer outros amigos para a quadra, entre eles Levi Ferezim, com quem havia estudado na faculdade.
Só que todo futebol precisa de alguém para organizar a bagunça. E, naquele momento, Leandro não era exatamente esse cara. Além de não ser dos mais organizados, também não parecia tão empolgado assim com a bola rolando. Para completar o pacote de sinais preocupantes, torcia para a Portuguesa — o que, convenhamos, já indicava que dificuldades poderiam aparecer no caminho. E apareceram.
Mas o improviso, como quase sempre no futebol amador, encontrou uma solução. Levi assumiu a organização, o grupo começou a ganhar frequência e alguns nomes passaram a marcar presença de forma mais constante. Flavio Funicelli, Gabriel Martins, Igor Norberto, Leonardo Vieira, Caio Oliveira e outros jogadores ajudaram a transformar aquele horário de segunda-feira em algo mais fixo.
Ainda não existia Pisa. Não existia manada. Não existia camisa vinho e laranja. Existia só um grupo tentando jogar bola com alguma regularidade.
E, sem saber, ali começava uma história que ainda teria muito gol, muita resenha e, claro, algumas decisões administrativas de qualidade bastante questionável.







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