Pisa 5x4 Escolhidos
- 26 de abr. de 2025
- 4 min de leitura
No “campo que não deixa jogar”, Pisa sai de 2x0, vira para 5x2, sofre no fim e carimba vaga na semifinal

Depois de eliminar o 1000 Gols, o Pisa voltou ao Playball Pompéia II, no campo G01, para enfrentar o Escolhidos, pelas quartas de final da XXV Copa Amstel. E antes de falar de bola na rede, precisa falar do que estava embaixo dela: mesmo com a organização dizendo que mexeu no gramado, colocou areia e tapou buracos, a condição ainda era terrível. Carpete alto, rolagem irregular, buraco aqui e ali... o tipo de cenário que não só mata qualquer tentativa de jogo técnico, como coloca a integridade física em risco. Mata-mata nessas condições vira loteria. E foi exatamente assim que quase deixamos uma campanha invicta escorrer pelo ralo.
O jogo começou com o Pisa desligado e sem conseguir fazer o que mais gosta: colocar a bola no chão, rodar, achar o espaço. A bola travava, o passe morria e o adversário, que era mais físico e agressivo na disputa, começou a crescer. Em duas bobeadas, o Escolhidos chutou, nosso goleiro, Bruno, nada pôde fazer e o placar foi para 2x0. Sinal de alerta total. A sensação era de que a partida estava caminhando para virar um daqueles dias que você prefere apagar da memória.
Preferia. Mas o Pisa resolveu jogar o que dava pra jogar: entrega, controle emocional e paciência para buscar o jogo no detalhe. Ainda no primeiro tempo, saiu o gol que manteve o time vivo. Em um bate-rebate, a bola sobrou para Kuminha na ala, que encontrou Viny. Viny cortou o goleiro e bateu para diminuir: 2x1. Um gol que valeu mais do que o placar: valeu moral, valeu retomada, valeu “dá pra buscar”.
O primeiro tempo ainda teve um capítulo que resumiu a noite: chegada junta, nervo à flor da pele e arbitragem deixando o jogo escapar. Logo após o gol, o Pisa tinha pressa na reposição e o adversário não queria devolver a bola. Viny foi buscar, houve cera e, na confusão, empurra-empurra e o juiz optou por expulsar os dois. Uma decisão que pesou e que, pelo contexto, não se sustentava. Para piorar, houve agressão na confusão: soco em jogador do Pisa. E a sensação de injustiça só aumentou. Arbitragem muito abaixo. Só não era pior que o próprio gramado.
Intervalo: 2x1 para o Escolhidos. E o Pisa precisando virar um mata-mata praticamente no braço, porque no futebol… o campo não deixava.
No segundo tempo, o Pisa voltou mais ligado. E logo no começo, Kuminha aproveitou uma falha da zaga adversária e não perdoou: 2x2. O empate trouxe o jogo para o nosso roteiro e, pela primeira vez, deu a impressão de que a maré tinha virado.
Virou mesmo. Em sequência, Rapha Nolasco recebeu boa bola, arrancou pela direita e bateu na saída do goleiro: 3x2. A virada finalmente veio. E o Pisa continuou empilhando presença no ataque. Em escanteio, Kuminha tentou o chute, a bola bateu na zaga e voltou para ele, que só tirou do goleiro para fazer 4x2. O jogo parecia, enfim, encaminhado, mesmo com o campo tentando sabotar qualquer coisa que parecesse normal.
O quinto gol foi a síntese do “vamos resolver logo”. Em posse de bola (um evento raro nessas condições), Juninho recebeu pela intermediária, avançou pela esquerda onde o gramado estava um pouco melhor e finalizou forte, cruzado, pelo alto. 5x2. Ali, o Pisa tinha colocado as duas mãos na classificação e Juninho ainda aproveitou pra comemorar mandando recado para a patroa.

Só que esse tipo de jogo cobra um preço físico absurdo. Com o carpete pesado, a perna pesa mais rápido, o arranque vira sofrimento e o contra-ataque deixa de existir. O Escolhidos foi para o tudo ou nada e começou o abafa. Primeiro o 5x3. Depois, no bate-rebate dentro da área, saiu o 5x4. Drama instaurado.
Nos minutos finais, foi pressão total. O Pisa já não conseguia sair jogando nem encaixar o contra-ataque. Parte pela perna pesada, parte pelo campo que não deixava a bola correr. Foi segurar com o que dava: posicionamento, concentração e entrega. O Escolhidos tentou no abafa, mas o apito veio. Fim de jogo. 5x4. Pisa classificado para a semifinal.
Agora é semifinal. Jogo grande pede postura grande. E pede, acima de tudo, campo em condições mínimas. Jogo eliminatório nessas quadras, do jeito que estão, simplesmente não existe. A expectativa (e o pedido) é que o Playball tenha bom senso e leve os jogos decisivos para a unidade 1 - por respeito ao futebol amador e à saúde de quem entra em quadra.

Pisa 5x4 Escolhidos
26/04/2025
Quartas de Final da XXV Copa Amstel - Série D
Playball Pompéia II - G01
Gols do Pisa:
Viny (A: Kuminha)
Kuminha
Rapha Nolasco
Kuminha
Juninho
Cartões do Pisa:
Pina (amarelo)
Viny (vermelho)
Craque SoftCut:
Jotaerre

Oferecimento:



















































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