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Pisa 3x2 Catimba

  • há 4 dias
  • 10 min de leitura

Família Pisa conquista a Copa Amstel em final dramática e escreve mais um capítulo gigante da sua história



O Pisa é campeão da Copa Amstel – Série C.


No dia 13/06/2026, às 11h, no Campo G14 do Playball Pompéia, o Pisa venceu o Catimba por 3x2 em uma final dramática, intensa, nervosa e com todos os ingredientes que fazem uma decisão virar história. Não foi fácil. Nunca é. Mas foi do jeito que precisava ser: com entrega, concentração, superação, família em campo e na arquibancada, gente importante voltando a aparecer e uma taça erguida no fim.


E talvez a vitória tenha começado muito antes da bola rolar.


Pra começo de conversa, ninguém chegou atrasado. Sim, você leu certo. O Pisa, que ao longo da competição quase transformou atraso em método de gestão esportiva (péssimo método, diga-se de passagem) apareceu inteiro e no horário. Se isso não é sinal de que o dia seria diferente, não sabemos mais o que é.


E se você acredita em superstição, teve mais um ingrediente: sempre que o Kaká toma algum prejuízo, tipo bater o carro na véspera de uma decisão, alguma coisa boa acontece em quadra. Não recomendamos como estratégia de preparação, até porque a franquia não deve ser barata, mas os fatos estão aí. O futebol amador também vive dessas loucuras que ninguém consegue explicar.


A final também teve um clima especial fora das quatro linhas. Pessoas importantes da história do Pisa apareceram para apoiar o time. Uiu, nosso goleiro de longa data, já aposentado das batalhas competitivas, esteve presente para dar força. Diogo, peça importante da comissão do Pisa Recreativo, também apareceu. Hitiro, das antigas, colou vestindo a camisa do Pisa. Zebra, membro da comissão que estava mais afastado por questões pessoais, voltou justamente na final. E, claro, teve o Felício, pai do Flávio, uma das presenças mais simbólicas do dia.


Felício sempre apoiou presencialmente o Pisa nas competições, mas vinha enfrentando dificuldades na visão por conta de um problema de saúde recente. Mesmo assim, pegou o carro e apareceu de surpresa no Playball para apoiar o time. Coisa de família. Coisa de Pisa. Obrigado por tudo, seu Felício.


E teve também um desejo especial realizado: Kaká queria muito levar seu pai, que também passava por problemas de saúde, para assistir a uma decisão do Pisa. Era algo que ele já tinha comentado com o elenco ao longo do campeonato. E isso só foi possível porque o grupo inteiro fez por merecer estar ali. Não era só uma final. Era um dia para dividir com quem ajudou cada um a chegar até aquele momento.


A preleção do Kaká foi mais um capítulo à parte. Nosso treinador, cada vez mais preparado, sensível ao grupo e consciente do peso que uma decisão carrega, entregou um envelope para cada jogador antes da partida. Dentro, uma foto do atleta com uma pessoa importante da sua vida. Junto, uma frase escrita de próprio punho:


A preleção do Kaká
A preleção do Kaká

“A pessoa desta foto ajudou a escrever sua história. Faça com que ela tenha orgulho do capítulo de hoje.”

Foi forte. Do jeito certo. Sem palestra vazia, sem frase pronta de internet, sem teatrinho. Era sobre lembrar por quem se joga, por que se joga e o que significava estar ali vestindo a camisa do Pisa.


Depois, já na roda dentro de campo, Kaká reforçou a mensagem. A família de sangue dele estava do lado de fora, assistindo. Mas a família de alma estava ali dentro da quadra, vestindo vinho e laranja, pronta para buscar o título com ele. E então mostrou uma foto com todo o elenco reunido. Era o tipo de momento que coloca todo mundo no mesmo lugar emocional. E final se joga também com isso.


Com a bola rolando, porém, o começo não foi simples. O Catimba entrou melhor, mais ligado nos encaixes, enquanto o Pisa parecia sentir um pouco o tamanho da decisão. O time estava mais calado, menos vibrante, tentando resolver algumas jogadas cedo demais e sem a mesma naturalidade que apresentou na semifinal contra o Santo Antônio.


E o Catimba aproveitou. Por volta dos quatro minutos, em uma jogada que o Kaká já tinha alertado na preleção, o adversário encontrou o pivô. Ele dominou e acionou o camisa 77 pela esquerda. O atacante finalizou e pegou o Piu no contrapé, abrindo o placar: Catimba 1x0.


Catimba abriu o placar no início do primeiro tempo
Catimba abriu o placar no início do primeiro tempo

O gol cedo aumentou o drama. O Pisa estava estranho. Pouca fala, pouca vibração, marcação sem o encaixe ideal. E para piorar, aos cinco minutos, perdemos o Dan, um dos nomes mais importantes da campanha. Após uma dividida faltosa do adversário, que levou cartão amarelo, Dan torceu o tornozelo e precisou sair carregado, ficando fora do restante da partida. A bruxa estava solta e, pelo visto, tinha comprado camarote na G14.


Mas às vezes o jogo tira com uma mão e entrega com a outra. Com a saída do Dan, Tutinha entrou. E, com outra característica, trouxe mais leveza e posse ao Pisa. O time perdeu uma peça com perfil mais físico, mas ganhou mais presença ofensiva e circulação. Aos poucos, o Pisa começou a entrar na final.


Julinho, que foi decisivo em tantos jogos importantes, novamente queria jogo. Pela esquerda, fez jogada individual, finalizou e acertou o travessão. Quase o empate. O lance também mostrou uma tendência do Catimba para o restante da partida: sempre que possível, o adversário tentaria esfriar o jogo, valorizar o tempo e quebrar o ritmo. Estratégia compreensível, mas perigosa para quem ainda tinha quase uma hora de final pela frente.


Aos 12 minutos, Kaká pediu tempo técnico. E foi ali que a final começou a mudar. O treinador deu uma dura no time. Era final de campeonato. Se fosse para entrar desligado, era melhor ter avisado antes. A bronca veio no tom certo: não era desespero, era chamado para a realidade.


O time ajustou marcação, coragem e postura. A partir dali, o Pisa passou a empurrar o Catimba para o campo de defesa. Bola no chão, pressão na saída, mais presença ofensiva e mais personalidade. Flávio, do lado de fora, também reforçava um ponto importante: era preciso cabeça no lugar. Final tem adversidade. O papel do grupo é ajudar quem está do lado, seja jogando ou no banco. Um gesto, uma palavra, uma orientação. Todo mundo participa de uma taça.


Aos 15 minutos, a pressão deu resultado. O Catimba tentava trocar passes no campo de defesa, mas o Pisa subiu a marcação e apertou. O defensor recuou para o goleiro em uma bola estranha, quicando. O goleiro se enrolou no domínio e a bola entrou direto. Gol contra. Pisa 1x1 Catimba.


Pressão alta da resultado e Pisa empata a partida em vacilo do goleiro adversário

Foi o gol que recolocou o Pisa de vez na final. E mexeu muito com o adversário, especialmente com o goleiro. Falhar em uma decisão pesa. E o Pisa fez o que precisava fazer: pressionou até provocar o erro. Gol contra também é mérito de quem sufoca.


O Catimba sentiu tanto o empate que pediu tempo técnico logo na sequência. Mas o cenário já tinha virado. Daquele momento em diante, o Pisa passou a controlar mais a bola, criar as melhores chances e deixar o adversário cada vez mais preso ao campo defensivo.


Mesmo assim, a ansiedade ainda aparecia. O Pisa acelerava quando podia cadenciar, chutava cedo demais e parecia tentar punir o goleiro a todo custo depois da falha. Só que bola não entra porque você quer. Ela entra quando a jogada é bem escolhida. E final cobra paciência.


Julinho e João eram os principais desafogos. Julinho estava impossível pela esquerda, sendo elogiado até na transmissão do Playball. O Catimba não conseguia encaixar a marcação nele. João, como pivô, também dava muito trabalho: protegia, segurava, girava e criava chances. Em uma falta, João bateu rasteiro, a bola passou por baixo da barreira e quase entrou. O goleiro salvou por muito pouco.


Depois, veio um lance que ainda vai render conversa. Julinho encontrou João fazendo pivô na entrada da área. João protegeu, o defensor caiu e ele tocou na saída do goleiro, fazendo o que seria o gol da virada. Mas a arbitragem marcou falta do João e anulou o gol. Decisão bastante discutível. Na dúvida, a arbitragem escolheu tirar o gol. Coisa linda. Só que não.


Gol anulado do João. Foi falta?

O primeiro tempo terminou em 1x1. Um começo ruim, uma resposta forte e a sensação clara de que o Pisa já era melhor na partida.


No intervalo, o recado foi de calma. Não havia um grande ajuste tático a ser feito. O Pisa já controlava o jogo, já tinha posse, já empurrava o Catimba para trás. O ponto era escolher melhor as jogadas, reduzir a ansiedade e entender que final também se vence sabendo sofrer e sabendo esperar.


O segundo tempo manteve o mesmo roteiro: Pisa com mais bola, Catimba tentando contra-ataques, jogo travado e muita disputa. O adversário parecia disposto a picotar a partida, cair quando possível e desacelerar o ritmo. Talvez pelo cansaço já perceptível, talvez por estratégia, talvez por confiar nos pênaltis, afinal, o Catimba vinha de classificações decididas dessa forma nas fases anteriores. Só que o Pisa não queria pênalti. Queria taça no tempo normal.


Aos oito minutos do segundo tempo, veio um erro crucial da arbitragem. Breno fez um ótimo lançamento nas costas da defesa. Déto e João estavam em vantagem contra um defensor. Déto dominou no peito, sofreu falta do zagueiro, e a bola sobrou limpa para João, cara a cara com o goleiro. João tocou para o gol. Mas o árbitro apitou a falta em Déto antes de deixar a vantagem seguir. O gol foi novamente impedido de acontecer.


Cadê a vantagem, juizão?!

Até a transmissão do Playball comentou o erro. Era lance claro de vantagem. O banco do Pisa ficou incrédulo, com razão. O lado “positivo” é que o defensor do Catimba acabou expulso. Mas era gol. E em final, gol anulado por erro pesa muito. Ainda mais quando já era o segundo lance questionável envolvendo João.


Com um jogador a menos, o Catimba precisou segurar dois minutos em inferioridade. O Pisa manteve posse, tentou circular, procurou o espaço, mas a bola insistia em não entrar. O jogo ficava cada vez mais dramático. Parecia que a final estava escolhendo um roteiro para maltratar todo mundo do banco antes de permitir qualquer comemoração.


Até que, aos 21 minutos, saiu o gol da virada. E tinha que ser dele.


João recebeu passe vindo da defesa, arrancou pelo meio e foi carregando. Com personalidade, bateu rasteiro no canto direito do goleiro. Um chutaço. Pisa 2x1 Catimba.


João chamou a responsa e virou a final da Copa Amstel para o Pisa!

O banco não se segurou. Alguns jogadores correram para comemorar com João. Era um gol sofrido, pesado, emocional. O tipo de gol que não é só placar: é desabafo. Depois de um gol anulado em lance discutível e de outro impedido por uma vantagem mal aplicada, João finalmente conseguiu colocar a bola na rede valendo. E colocou o Pisa à frente na final.


Mas a comemoração trouxe drama extra. Pela justificativa da arbitragem de invasão de campo, Jhon, Pina e Renatinho levaram cartão amarelo. Com isso, o Pisa chegou à quinta falta coletiva. Mais uma falta e seria shoot out para o Catimba. Em uma final. Na reta final. Porque aparentemente sofrimento pouco é bobagem.


Sabendo disso, o Catimba se lançou ao ataque e passou a buscar qualquer situação de contato para cavar a sexta falta. Dribles, simulações, trombadas, pressão. O jogo virou tensão pura. O Pisa, por sua vez, precisou mudar a chave: valorizar o tempo, segurar posse, respirar, administrar e não depender de uma arbitragem que já não transmitia muita confiança.


Já nos acréscimos, aos 28 minutos, veio o gol que parecia encerrar a final. O Pisa interceptou uma bola na defesa e Breno fez um lançamento nas costas da zaga, muito parecido com o lance em que a vantagem foi mal aplicada. Dessa vez, quem apareceu foi Patrick, sozinho. O artilheiro do campeonato dominou e finalizou na saída do goleiro. Pisa 3x1 Catimba.


O artilheiro decidiu: Patrick faz o terceiro gol do Pisa

O gol do título tinha que ser dele. Patrick, artilheiro da competição, peça decisiva da campanha e nome gigante dessa Copa Amstel. Um gol com peso de taça.


Mas ainda não acabou. Porque final do Pisa aparentemente precisa fazer check-up cardiológico em todo mundo.


Nos acréscimos, o Pisa ainda teve chances de matar de vez com Patrick e João, mas desperdiçou. Aos 30 minutos, com o árbitro esticando o jogo além do tempo regulamentar, Patrick desarmou o pivô adversário e a bola sobrou para Déto. O Pisa tinha chance clara de fazer o quarto. Déto avançou, mas tentou driblar em vez de tocar, perdeu a bola e o Catimba puxou contra-ataque pela esquerda. Piu saiu para fechar o ângulo, mas o adversário descontou: Pisa 3x2 Catimba.


Drama total. O juiz não encerrava. O Catimba foi para o ataque final. E aí apareceu Piu. Cara a cara com o atacante, nosso goleiro fez uma defesaça para segurar o título. Uma daquelas defesas que, quando a história for contada daqui alguns anos, precisa aparecer junto dos gols. Porque título também se ganha assim.


A comissão pressionava pelo fim. O banco olhava o relógio, a quadra, o juiz, o céu, qualquer coisa. Até que, aos 32 minutos, veio o apito final.


Fim de jogo!


Pisa 3x2 Catimba.


Pisa campeão da Copa Amstel!


Apita o árbitro! Pisa é campeão da Copa Amstel!

Esse título tem muito significado.


É da família Pisa. De quem entrou em campo, de quem ficou no banco, de quem foi para a arquibancada, de quem apoiou no grupo, no YouTube, de quem abriu mão de compromissos, de quem negociou folga no trabalho, de quem recusou jogo pago na várzea, de quem carregou material, de quem orientou, de quem cobrou, de quem acreditou.


É título do Kaká, que fez um esforço gigante para seguir com o Pisa em meio a tantos compromissos e campeonatos, já se consolidando como treinador em um cenário cada vez mais competitivo. É título do Flávio, que mesmo após cirurgia e transplante capilar, sem poder tomar sol, esteve lá de boné, debaixo do sol, assumindo risco, ajudando no banco e conduzindo o time quando o Kaká não podia estar presente. É título de toda comissão, de todo elenco e de toda a estrutura que faz o Pisa ser mais do que um time que aparece no sábado para jogar bola.


É um título que também passa pelas dificuldades. Pelos atrasos que quase nos derrubaram. Pelas rodadas em emenda de feriado. Pela derrota na fase de grupos com o time remendado. Pelas broncas. Pelos ajustes. Pelas conversas duras. Pelos jogos em que foi preciso não só jogar, mas amadurecer.


A campanha foi gigantesca. O Pisa caiu no grupo da morte e terminou em primeiro. Fez a melhor campanha geral. Teve a artilharia do campeonato. Teve o melhor ataque. Teve melhor goleiro. Teve melhor treinador. E chegou ao título com autoridade.


A única derrota veio em um jogo completamente atípico, com elenco quebrado e classificação já encaminhada. E quando reencontramos o mesmo adversário no mata-mata, colocamos as coisas no lugar. Se o calendário ajudasse um pouco, talvez fosse título invicto. Mas não precisa. O que está escrito já é grande o suficiente.


É o segundo título de Copa Amstel do Pisa. Agora, pela Série C. É o quarto título da nossa história. E é mais um capítulo de uma família que segue crescendo, competindo e deixando marca no futebol amador.


Números da campanha:

  • 79 gols marcados

  • 28 gols sofridos

  • 11 jogos

  • 10 vitórias

  • 1 derrota

  • Patrick artilheiro do campeonato, com 24 gols

  • Melhor ataque da competição

  • Kaká eleito melhor treinador do campeonato

  • Piu eleito melhor goleiro do campeonato


Pisa campeão da Copa Amstel.

Ninguém pisa mais forte que a gente.


Pisa campeão da Copa Amstel 2026 - Série C
Pisa campeão da Copa Amstel 2026 - Série C

O elenco campeão:

Alemão; Breno; Brum; Café; Dan; Denis; Déto; Diegão; Flavinho; Jhon; João Carlos; João Paulo; Jotaerre; Julinho; Juninho Francisco; Kuminha; Patrick; Pina; Piu; Renatinho; Tutinha; Vieira; Xuxa Podolski.


Comissão técnica:

Kaká; Flavio; Renan; Zen.



Pisa 3x2 Catimba

13/06/2026

Final da XXVII Copa Amstel - Série C

Playball Pompéia - G14


Gols do Pisa:

  1. Gol contra

  2. João

  3. Patrick (A: Breno)


Cartões do Pisa:

  • Pina (amarelo)

  • Jhon (amarelo)

  • Renatinho (amarelo)



Craque SoftCut (Copa Amstel):

  • Patrick


Oferecimento:

SoftCut - Tábuas de Corte


Galeria:


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