Pisa 16x4 Velozinho
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Pisa acelera, vira avalanche e carimba vaga nas quartas da Copa Amstel em jogo sem sustos

Sábado, 09 de maio de 2026, 10h da manhã, G12 do Playball Pompéia. Era dia de oitavas de final da Copa Amstel e o Pisa chegou com o peso da melhor campanha geral: 18 pontos, liderança do Grupo A e 1º lugar geral. Do outro lado, o Velozinho veio como o melhor 6º colocado: 16º na classificação, 6º do Grupo C, 8 pontos. No papel, favoritismo do Pisa e temos que assumir isso. No mata-mata, isso só vale se a postura acompanhar.
A leitura pré-jogo foi no limite do que dava: poucas informações sobre o adversário, apenas a percepção de um time jovem, veloz, com padrão de futsal migrando para o society: toque curto, transição rápida e muita perna. E ainda teve um detalhe curioso: o Velozinho apareceu de vermelho com o uniforme de outro time, próximo do nosso padrão visual, e o Pisa foi de vinho e laranja. Quando o laranja não estoura na quadra, existe sempre um risco de confusão com o vinho. No fim, não atrapalhou. Mas ajudou a deixar o começo mais “estranho” do que o normal.
O Pisa começou tomando a iniciativa - e com um ingrediente extra: o goleiro do Velozinho chegou atrasado e eles começaram com jogador de linha no gol. O Pisa tentou tirar proveito, martelou, empurrou o adversário para trás e, com cinco minutos, abriu o placar. Kuminha recebeu dentro da área e finalizou para fazer 1x0. Era o começo ideal para um mata-mata. Infelizmente o gol não teve gravação.
Só que futebol odeia “cara de jogo fácil”. Nunca é! O atraso do goleiro, somado ao banco curto do adversário, virou uma armadilha mental. O Pisa começou a chutar de longe demais, de qualquer jeito, tentando resolver na ansiedade. E quando o time perde a ordem com a bola, costuma perder também a ordem sem ela.
Mesmo sem goleiro de ofício no início, o Velozinho achou o empate em 1x1 numa desatenção geral: o Pisa atacando sem organização, abrindo mão de marcar e deixando corredor. Ali o jogo ficou perigoso principalmente pela cabeça: parecia que a partida podia virar uma armadilha do próprio favoritismo.
Minutos depois, a resposta veio com o básico bem feito. Breno acha uma bola enfiada pelo meio, Patrick recebe com vantagem, gira sobre o marcador e finaliza com precisão. Pisa 2x1. Um gol que não foi só “virar o placar”: foi devolver o Pisa para o jogo mentalmente.
Pouco depois, o goleiro do Velozinho finalmente chegou e o adversário pediu tempo técnico. Curiosamente, esse tempo foi bom para os dois lados. O Pisa também precisava respirar, baixar a ansiedade e lembrar que mata-mata é sequência de decisões boas e não chute de qualquer lugar só porque o goleiro atrasou.
E aí veio a sacudida que mudou o jogo e teve dedo do treinador. Kaká leu o cenário e mexeu no time. Café entrou com orientação simples: acelerar.
Ele acelerou e puxou a rotação do Pisa inteiro junto. A marcação encaixou, a pressão alta passou a roubar bola em zona perigosa e, quando isso acontece, o Pisa vira avalanche.
O terceiro gol foi uma pintura do Déto. Ele pega a bola no campo de defesa, passa por três marcadores, toca na ala para Breno e recebe de volta. Na entrada da área, dribla mais um, corta para a esquerda e finaliza. Pisa 3x1. Foi o gol que deu cara de “acabou a dúvida”.
O quarto veio no roteiro de time em rotação alta. O Velozinho tenta ligação direta na saída, Dan intercepta, tabela com Déto, a bola volta para Dan e ele acha Patrick na direita. Patrick finaliza, o goleiro espalma. A bola volta para o próprio Patrick: ele chuta de novo, a bola ainda beija a trave antes de entrar. Pisa 4x1. Dois ataques no mesmo lance e um gol que pesa no psicológico do adversário.
Na sequência, mais um roubo na marcação alta. O Pisa mantém a marcação alta, recupera a bola na saída e Renatinho tabela com Café para fazer 5x1. É o tipo de gol que nasce de intensidade coletiva: roubo no setor certo, execução rápida, zero tempo para o adversário respirar.
E aí saiu um daqueles gols que ficam no acervo do time por anos. Patrick recebe pelo meio, atrai marcadores e toca para Dan na linha do meio-campo. Dan dribla quem encosta, avança, dribla outro, fica cara a cara com o goleiro, ameaça o chute, dribla o goleiro e empurra. Pisa 6x1. Uma pintura completa.
Intervalo: 6x1. O jogo estava na mão, mas mata-mata sempre pede o mesmo recado: manter seriedade, porque relaxamento em eliminatório vira encrenca. O Pisa voltou focado e respeitando isso no começo do segundo tempo.
Logo na volta, escanteio para o Pisa. Breno cobra e Brum aparece como elemento surpresa para cabecear firme e marcar. Pisa 7x1. Gol perfeito para evitar qualquer volta morna.
Depois, Patrick rouba a bola pelo meio e toca para Renatinho. Ele corta o zagueiro e solta no ângulo. Pisa 8x1. Um golaço que mostra o quanto o Pisa estava letal quando recuperava a bola no setor certo.
O nono gol veio de construção limpa. O Pisa sai tocando rápido desde a defesa, Patrick dá um passe rasteiro cruzado e acha Juninho na cara do gol. Juninho só empurra. Pisa 9x1. Simples, eficiente e com cara de time organizado.
O décimo veio em rebote. Julinho faz a jogada pela esquerda e chuta. A bola sobra e Patrick aparece onde artilheiro tem que estar, atacando a sobra. Pisa 10x1. Em rotação alta, rebote vira gol “obrigatório”.
O Velozinho descontou em cobrança de falta e fez 10x2. E aqui o Pisa fez o que time maduro precisa fazer: não deixar o adversário sentir que o jogo virou chance. A resposta foi imediata.
A jogada começa lá atrás, com saída trabalhada desde o campo de defesa. A bola chega na entrada da área para Renatinho, que acha Patrick no pé da trave. Patrick só empurra. Pisa 11x2. Banho de água fria no instante certo.
E aí veio o lance que não podia acontecer - e que muda o jogo mesmo quando o placar está largo. Com 11x2, Déto tenta um drible onde não deveria e perde a bola no meio. Contra-ataque, finalização, defesa do nosso goleiro João, novo chute no rebote… e, em cima da linha, Renatinho salva com a mão para evitar o gol. Pênalti e expulsão num lance completamente evitável. O Velozinho converteu e fez 11x3. Além do susto, a consequência é pesada: Renatinho fica suspenso das quartas de final.
O Pisa segurou com um a menos até o árbitro autorizar a entrada do substituto. Mas quando o jogo voltou ao número normal de jogadores, veio mais um vacilo de marcação e o Velozinho marcou de novo: 11x4. Era o “último aviso” de uma partida que estava resolvida no placar, mas não podia virar bagunça.
Para retomar o controle, o Pisa voltou ao básico bem feito. Julinho recebe na esquerda, chama o x1, entorta o defensor e acha Patrick no pé da trave para empurrar. Pisa 12x4. Gol simples, de jogada grande, no momento certo.
Pouco depois, Patrick marca de novo dentro da área, no gol de presença, faro e repetição. Infelizmente o gol não saiu na gravação, mas foi Pisa 13x4. Em dia inspirado do Patrick, qualquer bola viva perto do gol virava finalização.
Na sequência, Patrick toca para Kuminha dentro da área e o camisa 10 finaliza para marcar. Pisa 14x4. Dois líderes técnicos se conectando no momento em que o jogo precisava ser fechado com seriedade.
Os últimos gols infelizmente não foram captados pela câmera.
O décimo quinto foi de Café. Ele recebe na entrada da área e bate para guardar. Pisa 15x4. Café já tinha mudado o jogo desde a entrada e ainda fechou a conta com números.
E o último gol fechou o roteiro: Café avança, acha Patrick na linha de fundo, recebe a devolução e finaliza. Pisa 16x4. Fim de jogo, classificação confirmada.
A goleada no mata-mata é um recado importante, mas o jogo também deixou lições claras: eliminatório não permite relaxamento e erro bobo vira punição real - como a suspensão do Renatinho para as quartas. Agora, no próximo sábado, o desafio é outro: Jeito Muleke, adversário conhecido e do mesmo Grupo A. Curiosamente, foi o único time que nos tirou pontos na fase de grupos, num jogo em emenda de feriado e que terminou em discussão.
Promessa de jogo difícil. E a gente vai preparado.

Pisa 16x4 Velozinho
09/05/2026
Oitavas de Final da XXVII Copa Amstel - Série C
Playball Pompéia - G12
Gols do Pisa:
Kuminha (A: Patrick)
Patrick (A: Breno)
Déto
Patrick
Renatinho (A: Café)
Dan
Brum (A: Breno)
Renatinho
Juninho (A: Patrick)
Patrick
Patrick (A: Renatinho)
Patrick (A: Julinho)
Patrick
Kuminha (A: Patrick)
Café
Café (A: Patrick)
Cartões do Pisa:
Renatinho/Tafarel (vermelho)
Craque SoftCut:
Patrick

Oferecimento:








































































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